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The Goddess of My Street

Silvio Brito

A Deusa da Minha Rua

A deusa da minha rua
Tem os olhos onde a lua
Costuma se embriagar
Nos seus olhos eu suponho
Que o sol, num dourado sonho
Vai claridade buscar

Minha rua é sem graça
Mas quando por ela passa
Seu vulto que me seduz
A ruazinha modesta
É uma paisagem de festa
É uma cascata de luz

Na rua uma poça d'água
Espelho da minha mágoa
Transporta o céu
Para o chão
Tal qual o chão de minha vida
A minh'alma comovida
O meu pobre coração

Espelho da minha mágoa
Meus olhos
São poças d'água
Sonhando com seu olhar
Ela é tão rica e eu tão pobre
Eu sou plebeu
Ela é nobre
Não vale a pena sonhar

The Goddess of My Street

The goddess of my street
Has eyes where the moon
Usually gets drunk
In her eyes I suppose
That the sun, in a golden dream
Seeks brightness

My street is dull
But when she passes by it
Her figure that seduces me
The modest little street
Is a festive landscape
Is a cascade of light

In the street a puddle of water
Mirror of my sorrow
Carries the sky
To the ground
Just like the ground of my life
My moved soul
My poor heart

Mirror of my sorrow
My eyes
Are puddles of water
Dreaming of her gaze
She is so rich and I am so poor
I am plebeian
She is noble
It's not worth dreaming

Escrita por: Jorge Faraj / Newton Teixeira