Filho da Corrente
Eu venho das cordilheiras e dos pantanais
Das cachoeiras, catingas e canaviais
Serras, montanhas, planaltos, estradas de terra
Mas foi preciso lutar enfim e eu vim
Eu vim trazendo nas mãos o suor do sertão
No coração a esperança de compreensão
Na minha mente a memória dos inconfidentes
Liberta quae sera tamen, amém
Sou filho da corrente que na vertente do rio cai
Sou sertanejo e não vejo a hora de sermos todos iguais
Eu sou a terra vermelha que o vento ventou
Sou mais um pássaro triste que o cego cegou
Desigualdade cruel da cidade que fere
Por me fazer ser um súdito sem rei
Eu vou levando a coragem que vai me levar
Na direção do amor que pode libertar
Mas se você não entende meu jeito, eu direi
Sou menestrel, não sou súdito, nem rei
Hijo de la Corriente
Vengo de las cordilleras y los pantanos
De las cascadas, matorrales y cañaverales
Sierras, montañas, mesetas, caminos de tierra
Pero fue necesario luchar al final y vine
Vine trayendo en mis manos el sudor del sertón
En el corazón la esperanza de comprensión
En mi mente la memoria de los inconfidentes
Liberta quae sera tamen, amén
Soy hijo de la corriente que en la vertiente del río cae
Soy campesino y no veo la hora de ser todos iguales
Soy la tierra roja que el viento sopló
Soy otro pájaro triste que el ciego cegó
Cruel desigualdad de la ciudad que hiere
Al hacerme un súbdito sin rey
Voy llevando el coraje que me llevará
En dirección al amor que puede liberar
Pero si no entiendes mi forma de ser, te diré
Soy trovador, no soy súbdito ni rey
Escrita por: Silvio Brito