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Flores de Plástico

Silvio Brito

Flores de Plástico

Depois de tanto tempo estou voltando, finalmente
Pra ver de novo minha terra, meus amigos, minha gente
Mas quando chego à cidade não reconheço mais nada
Estou surpreso com as mudanças bruscas que fizeram por aqui

Onde estão as flores? Onde estão os jardins?
Onde estão as crianças que brincavam aqui?
Onde estão os amigos? Os encontros na praça?
Mas será que valeu a pena ter crescido assim
Se já não há mais tempo para amar e ser feliz

Vejo flores de plástico no lugar das orquídeas
Edifícios enormes no lugar de praças e jardins
Isso me assusta e me deixa magoado
Ver morrer tantos sonhos que eu guardei em mim

O tempo passa tão depressa e a gente nem percebe
Mas sente que as pessoas nunca sabem
Quando ganham ou quando perdem
Quem me cantava em poema, hoje só fala em problemas
Todo mundo corre e foge sem saber ao menos aonde ir

Onde estão as serestas e as noites de lua?
Brincadeiras dançantes, bate-papos na rua?
Onde estão os amores onde estão os amantes?
Mas será que o progresso poluiu também os corações?
Ou fui eu que acreditei demais nas ilusões?

Vejo flores de plástico no lugar das orquídeas
Edifícios enormes no lugar de praças e jardins
Isso me assusta e me deixa magoado
Ver morrer tantos sonhos que eu guardei em mim

Flores de Plástico

Después de tanto tiempo estoy regresando, finalmente
Para ver de nuevo mi tierra, mis amigos, mi gente
Pero al llegar a la ciudad ya no reconozco nada
Me sorprenden los cambios bruscos que han hecho por aquí

¿Dónde están las flores? ¿Dónde están los jardines?
¿Dónde están los niños que jugaban aquí?
¿Dónde están los amigos? ¿Las reuniones en la plaza?
Pero ¿valió la pena crecer así
Si ya no hay tiempo para amar y ser feliz?

Veo flores de plástico en lugar de orquídeas
Edificios enormes en lugar de plazas y jardines
Esto me asusta y me entristece
Ver morir tantos sueños que guardé en mí

El tiempo pasa tan rápido y la gente ni siquiera lo nota
Pero siente que las personas nunca saben
Cuando ganan o cuando pierden
Quien me cantaba en poema, hoy solo habla de problemas
Todos corren y huyen sin saber a dónde ir

¿Dónde están las serenatas y las noches de luna?
¿Juegos bailarines, charlas en la calle?
¿Dónde están los amores, dónde están los amantes?
Pero ¿será que el progreso también ha contaminado los corazones?
¿O fui yo que creí demasiado en las ilusiones?

Veo flores de plástico en lugar de orquídeas
Edificios enormes en lugar de plazas y jardines
Esto me asusta y me entristece
Ver morir tantos sueños que guardé en mí

Escrita por: Silvio Brito