Seresta N° 5
Na solidão da minha vida,
morrerei, querida, do teu desamor,
muito embora me desprezes,
te amarei constante,
sem que a ti distante
chegue a longe e triste voz do trovador.
Feliz te quero! Mas se um dia
toda essa alegria se mudasse em dor,
ouvirias do passado, a voz do meu carinho
repetir baixinho, a meiga e triste confissão
do meu amor.
Serenata N° 5
En la soledad de mi vida,
moriré, querida, por tu desamor,
aunque me desprecies,
te amaré constantemente,
sin que tu lejanía
traiga la triste voz del trovador.
¡Te quiero feliz! Pero si un día
toda esta alegría se convirtiera en dolor,
oirías del pasado, la voz de mi cariño
repetir suavemente, la tierna y triste confesión
de mi amor.