Recordar É Viver
Eu quisera que fosse verdade
Tudo quanto eu vivo a sonhar
Pra matar esta rude saudade
Que jamais poderei ocultar
Por que vivo tristonho a pensar?
Quando possa meus olhos volver
Pra casinha de palha saudosa
Onde tive de meus par luzeiros
Era uma casa armada nas matas
Feita de barro, bambu e sapê!
Toda cercada de grandes palmeiras
Aonde cantava meu irerê!
Penso mesmo se eu lá chegar
Nada disso eu hei de encontrar
Pois que o tempo tudo modifica
Reavendo o que vem nos dar
Mas confesso que tenho vontade
E desejos de lá eu voltar
Muito embora não veja mais nada
As saudades eu quero matar
Quando quiseras o vento soprava
A choça querida branquinha ficava
Toda coberta de alvo algodão
Que belo que era olhar-se pro chão
Recordar es Vivir
Quisiera que fuera verdad
Todo lo que vivo soñando
Para matar esta ruda añoranza
Que jamás podré ocultar
¿Por qué vivo triste pensando?
Cuándo podré volver mis ojos
A la casita de paja nostálgica
Donde tuve mis primeras luces
Era una casa armada en las selvas
Hecha de barro, bambú y paja!
¡Toda rodeada de grandes palmeras
Donde cantaba mi irerê!
Pienso incluso si llego allí
Nada de esto encontraré
Pues el tiempo todo modifica
Recuperando lo que nos da
Pero confieso que tengo ganas
Y deseos de volver allí
Aunque ya no vea nada
Quiero matar la añoranza
Cuando querías, el viento soplaba
La choza querida quedaba blanquita
Toda cubierta de blanco algodón
Qué hermoso era mirar hacia el suelo