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Por las Ciudades de Lona

Silvio Genro

Pelas Cidades de Lona

Certa feita, anos 70
Entre coca cola e chimarrão
A febre dos festivais
Fazia moda no Rincão

Nossos êxodos rurais
Eram recantados pago a fora
Por nós burgueses disfarçados
Em Chico Buarques de esporas

E as nossas milongas sociais de outrora
Também comportada rebeldia
Hoje são jingles da UDR
E hinos das oligarquias

E pelas cidades de lona
O povo não tava nem aí
E misturava Pink Floyd
Com Noel Guarany

E pelas cidades de lona
O povo não tava nem aí
E misturava Pink Floyd
Com Noel Guarany

Mas tinham um Silva Rillo aqui
Um Sérgio Napp á cola
Um Gerônimo gênio Jardim
Um Mário mestre Barbará

Hoje os festivais de chatice nativas
São tudo uma mesmice só
Onde o que cantamos de novo
É mais velho que a minha vó

A pobre música campeira
Que atualmente a gente faz
Pedro Raymundo já fazia
E bem melhor, anos atrás

E a tal vanguarda nativista
Fora o tango não dá pra ouvir
Tá mais pra Gildo e Teixeirinha
Que pra Kleiton e Kledir

E pelas cidades de lona
O povo não tava nem aí
E o nativismo desbotava
Junto com as bombachas lee

E pelas cidades de lona
O povo não tava nem aí
E o nativismo desbotava
Junto com as bombachas lee

E agora que o sonho nativo acabou
Nesse pesadelo infeliz
Sem democratizar os campos
Nem agauchar o país

Foi na alienação das cidades de lona
Que finalmente eu aprendi
Que o melhor dos festivais
Não foram os festivais em si

E hoje nos dói na consciência
Ver que tudo que se fez
Foi tão somente perpetuar
O status quo dos CTGs

E pelas cidades de lona
O povo não tava nem aí
E dele que dele Velho Barreiro
Com abacaxi

E pelas cidades de lona
O povo não tava nem aí
E dele que dele Velho Barreiro
Com abacaxi

E pelas cidades de lona
O povo não tava nem aí
E dele que dele Velho Barreiro
Com abacaxi

E pelas cidades de lona
O povo não tava nem aí
E dele que dele Velho Barreiro
Com abacaxi

Por las Ciudades de Lona

Una vez, años 70
Entre coca cola y mate
La fiebre de los festivales
Era moda en el Rincón

Nuestros éxodos rurales
Eran cantados lejos de casa
Por nosotros, burgueses disfrazados
Como Chico Buarques de espuelas

Y nuestras antiguas milongas sociales
También una rebeldía contenida
Hoy son jingles de la UDR
Y himnos de las oligarquías

Y por las ciudades de lona
La gente no le importaba
Y mezclaba Pink Floyd
Con Noel Guarany

Y por las ciudades de lona
La gente no le importaba
Y mezclaba Pink Floyd
Con Noel Guarany

Pero teníamos un Silva Rillo aquí
Un Sérgio Napp al lado
Un Gerónimo genio Jardim
Un Mário maestro Barbará

Hoy los festivales de aburrimiento nativo
Son todos lo mismo
Donde lo que cantamos como nuevo
Es más viejo que mi abuela

La pobre música campera
Que hacemos actualmente
Pedro Raymundo ya lo hacía
Y mucho mejor, años atrás

Y la supuesta vanguardia nativista
Fuera del tango no se puede escuchar
Se parece más a Gildo y Teixeirinha
Que a Kleiton y Kledir

Y por las ciudades de lona
A la gente no le importaba
Y el nativismo se desvanecía
Junto con los pantalones bombachos

Y por las ciudades de lona
A la gente no le importaba
Y el nativismo se desvanecía
Junto con los pantalones bombachos

Y ahora que el sueño nativo terminó
En esta infeliz pesadilla
Sin democratizar los campos
Ni abrazar al país

Fue en la alienación de las ciudades de lona
Que finalmente aprendí
Que lo mejor de los festivales
No fueron los festivales en sí

Y hoy nos duele en la conciencia
Ver que todo lo que se hizo
Fue simplemente perpetuar
El statu quo de los CTGs

Y por las ciudades de lona
A la gente no le importaba
Y de él que de él Velho Barreiro
Con piña

Y por las ciudades de lona
A la gente no le importaba
Y de él que de él Velho Barreiro
Con piña

Y por las ciudades de lona
A la gente no le importaba
Y de él que de él Velho Barreiro
Con piña

Y por las ciudades de lona
A la gente no le importaba
Y de él que de él Velho Barreiro
Con piña

Escrita por: Silvio Genro