Minha Favela
Minha favela, minha doce companheira
És mulata, és brasileira, és minha fascinação
Minha favela, tens na luz pálida, amena
Toda cheia de morena que embreaga o coração
Minha favela
Minha grande namorada
Que minh'alma amargurada
Só me traz consolação
Em cada canto há uma lágrima, um queixume
Uma praga de ciúme, um amor que se desfaz
Em cada canto há um sorriso que florece
Um amor feito de prece que não morre nunca mais
Favela
Favela dos meus sonhos
Favela da malandragem
Favela onde eu sempre divago meu hindu
Favela do samba, favela do sinhô
Favela das noites enluaradas
Das brigadas
Das macumbas
Favelas das cabrochas do amor
Mi Favela
Mi favela, mi dulce compañera
Eres morena, eres mexicana, eres mi fascinación
Mi favela, tienes en la luz pálida, serena
Toda llena de morenas que embriagan el corazón
Mi favela
Mi gran novia
Que mi alma amargada
Solo me trae consuelo
En cada esquina hay una lágrima, un lamento
Una maldición de celos, un amor que se deshace
En cada esquina hay una sonrisa que florece
Un amor hecho de oraciones que nunca muere más
Favela
Favela de mis sueños
Favela de la picardía
Favela donde siempre divago mi destino
Favela del samba, favela del compadre
Favela de las noches iluminadas
De las peleas
De las rituales
Favelas de las chicas del amor
Escrita por: Marques Porto, Pedro de Sá Pereira