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Em Frente Ao Mar

Simona Molinari

Davanti Al Mare

In una casa di provincia dove tutto resta uguale
Fra le rose alla ringhiera e le bandiere a sventolare
Ho inseguito un aquilone per provare anch'io a volare
Davanti al mare
In una notte senza stelle tra un'orchestra di cicale
Sopra un letto di conchiglie, sabbia e polvere di sale
Ho imparato a riconoscere i segreti dell'amore
Davanti al mare

Ho guardato le mie impronte scivolare tra le onde
E ho scoperto che la fine può anche rivelarsi dolce
Che non arriva mai il momento giusto per tuffarsi
E che in profondità vi si nascondono i coralli

Mare, mare, mare, mare, mare
Che non lo sai, però mi manchi da morire
Tu sai calmare ed ascoltare
Ed io davanti a te so sempre cosa dire
Sarà che un po' somigli a me
Segreto e trasparente
Mare, mare, fammi naufragare
Insegnami a lasciarmi andare

Nella pancia di una nave in un eterno temporale
Perdendo l'equilibrio ad ogni colpo di maestrale
Ho visto coi miei occhi di che rabbia sia capace
A volte il mare
In un lungo camminare sul finire dell'estate
Mentre il sole si annegava tra le barche abbandonate
Ho sentito l'invisibile richiamo della pace
Davanti al mare

E ho guardato i miei castelli sgretolarsi tra le onde
Ho imparato a costruire la mia casa sulle rocce
A non andare al largo quando la corrente è forte
A perdere lo sguardo appena dopo l'orizzonte

Mare, mare, mare, mare, mare
Che non lo sai, però mi manchi da morire
Tu sai calmare ed ascoltare
Ed io davanti a te so sempre cosa dire
Sarà che un po' somigli a me
Segreto e trasparente
Mare, mare, fammi naufragare
Insegnami a lasciarmi andare

Sarà che un po' somigli a me
Segreto e trasparente
Mare, mare, fammi naufragare
Insegnami a lasciarmi andare
Insegnami a lasciarmi andare

Em Frente Ao Mar

Numa casa provinciana onde tudo permanece igual
Entre as rosas nas grades e as bandeiras tremulando
Eu também corri atrás de uma pipa para tentar voar
Em frente ao mar
Numa noite sem estrelas, em meio a uma orquestra de cigarras
Sobre um leito de conchas, areia e poeira de sal
Aprendi a reconhecer os segredos do amor
Em frente ao mar

Observei minhas pegadas deslizarem pelas ondas
E descobri que o final também pode ser doce
Que o momento certo para mergulhar nunca chega
E que os corais se escondem bem no fundo

Mar, mar, mar, mar, mar
Você não sabe, mas eu sinto muita saudade de você
Você sabe como se acalmar e ouvir
E eu sempre sei o que dizer na sua frente
Talvez seja porque você é um pouco parecido comigo
Secreto e transparente
Mar, mar, deixe-me naufragar
Ensina-me a deixar ir

No ventre de um navio em meio a uma tempestade eterna
Perder o equilíbrio a cada golpe do mistral
Vi com meus próprios olhos do que ele é capaz de sentir raiva
Às vezes o mar
Em uma longa caminhada no final do verão
Enquanto o Sol se punha entre os barcos abandonados
Ouvi o chamado invisível da paz
Em frente ao mar

E eu vi meus castelos desmoronarem nas ondas
Aprendi a construir minha casa sobre rochas
Não se deve ir para o mar quando a corrente estiver forte
Perdendo a visão logo além do horizonte

Mar, mar, mar, mar, mar
Você não sabe, mas eu sinto muita saudade de você
Você sabe como se acalmar e ouvir
E diante de você eu sempre sei o que dizer
Talvez seja porque você é um pouco parecido comigo
Secreto e transparente
Mar, mar, deixe-me naufragar
Ensina-me a deixar ir

Talvez seja porque você é um pouco parecido comigo
Secreto e transparente
Mar, mar, deixe-me naufragar
Ensina-me a deixar ir
Ensina-me a deixar ir

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