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Pueblo de Conde

Simone Almeida

Vila de Conde

Lá na minha terra
tinha um rio de águas clarasw
Onde pescadores
eram puros como peixes
Onde a minha infância se banhava
Vila de Conde, não sei pra onde vais
Dizem que é boiúna
vai voltar pra esse rio
E com sua saliva
vai matar homens e peixes
E a minha infância envenenar
Vila de Conde, não sei pra onde vais
Canto e no meu canto
correm águas desse rio
Bóiam afogados pescadores
e seus peixes
Hoje a minha infância envelheceu
Vila de conde, não sei pra onde vais.

Pueblo de Conde

Allá en mi tierra
había un río de aguas claras
Donde los pescadores
eran puros como peces
Donde mi infancia se bañaba
Pueblo de Conde, no sé a dónde vas
Dicen que es boiúna
va a regresar a ese río
Y con su saliva
va a matar hombres y peces
Y envenenar mi infancia
Pueblo de Conde, no sé a dónde vas
Canto y en mi canto
corren aguas de ese río
Flotan ahogados pescadores
y sus peces
Hoy mi infancia ha envejecido
Pueblo de Conde, no sé a dónde vas.

Escrita por: J. J. Paes Loureiro / Saldino Pena