Coqueiro de Itapoã/João Valentão
Coqueiro de Itapoã, coqueiro
Areia de Itapoã, areia
Morena de Itapoã, morena
Saudade de Itapoã, me deixa
Oh vento ,
que balança as palhas
no alto das folhas do coqueiral
Oh vento
que ondula as águas
eu nunca tive saudade igual
Me traga boa notícia
daquela gente toda manhã
E jogue uma flor no colo
de uma morena em Itapoã
É quando o sol vai quebrando
Lá no fim do mundo
Pra noite chegar
É quando se ouve mais forte
O ronco das ondas na beira do mar
E assim amanhece esse homem
Que nunca precisa dormir pra sonhar
Porque não há sonho mais lindo
Do que sua terra, não há
Coqueiro de Itapoã/João Valentão
Coco de Itapoã, coco
Arena de Itapoã, arena
Morena de Itapoã, morena
Nostalgia de Itapoã, déjame
Oh viento,
que mece las hojas
en lo alto de las palmeras
Oh viento
que ondea las aguas
nunca he tenido una nostalgia igual
Tráeme buenas noticias
de esa gente cada mañana
Y arroja una flor en el regazo
de una morena en Itapoã
Es cuando el sol se va rompiendo
Allá en el fin del mundo
Para que llegue la noche
Es cuando se escucha más fuerte
El rugido de las olas en la orilla del mar
Y así amanece este hombre
Que nunca necesita dormir para soñar
Porque no hay sueño más hermoso
Que su tierra, no hay
Escrita por: Dorival Caymmi