Vida Pagã
Hey, quem você pensa que é, pra entrar aqui e fazer de mim um pedaço de você?
Nem pede permissão, chega chutando tudo.
Fazendo trilha com o batom, não ligando pras rimas ou pra tons
Guardei seu amor feito nuvem de algodão,
E você o torceu como chuva de verão.
Eu me arrependo de ter deixado tudo em suas mãos
Me sento ao seu lado, meio tonto, o teu brilho é tão cintilante
Peço-te um beijo, mas ainda não é hora.
Você brinca de dizer 'adeus'
De quem eu seria, se não fosse teu?
O que você fez comigo? Antes, eu me perdia por entre sonhos jovens.
Hoje, eu busco a essência de coisas menores.
Faço uma música para cada defeito seu, sempre em tons maiores.
E a gente fala sobre futuro, o quão incerto poderia ser, quem, de nós, vai ficar vivo pra ver?
Meus olhos se fecharam ao som da orquestra que tua voz guiava,
Ordeno que o mundo se cale, pr'eu te ouvir.
Quero dormir na tua noite, e acordar na tua manhã
E fazer graça com essa vida tão pagã.
Você me parecia certa quando me falava sobre o mal do século,
E, agora, travamos um duelo, quem poderia estar certo?
Não sei se ainda temos tempo pra por tudo no lugar,
Que tal tentarmos de outro jeito,
Nos conhecermos melhor, e perdemos o medo?
Não deixemos que a felicidade escorra por entre nossos dedos.
Limpando a sujeira que você deixou, olha só o que eu encontrei:
Um pedaço trincado da tua insensatez.
Logo você que dizia gostar tanto de mim,
Não acredito que tenha sido tão pouco assim.
Vida Pagana
Oye, ¿quién te crees que eres para entrar aquí y hacer de mí un pedazo de ti?
Sin pedir permiso, llegas pateando todo.
Dejando rastro con el lápiz labial, sin importar las rimas o los tonos.
Guardé tu amor como una nube de algodón,
Y tú lo retorciste como lluvia de verano.
Me arrepiento de haberlo dejado todo en tus manos.
Me siento a tu lado, un poco mareado, tu brillo es tan deslumbrante.
Te pido un beso, pero aún no es el momento.
Juegas a decir 'adiós',
¿Quién sería yo, si no fuera tuyo?
¿Qué hiciste conmigo? Antes, me perdía entre sueños jóvenes.
Hoy, busco la esencia de cosas más pequeñas.
Hago una canción para cada defecto tuyo, siempre en tonos mayores.
Y hablamos del futuro, lo incierto que podría ser, ¿quién de nosotros quedará vivo para ver?
Mis ojos se cerraron al sonido de la orquesta que tu voz guiaba,
Ordeno que el mundo se calle, para escucharte.
Quiero dormir en tu noche y despertar en tu mañana,
Y reírme de esta vida tan pagana.
Parecías tener razón cuando me hablabas sobre el mal del siglo,
Y ahora, estamos en un duelo, ¿quién podría tener la razón?
No sé si aún tenemos tiempo para poner todo en su lugar,
¿Qué tal si intentamos de otra manera,
Conocernos mejor y perder el miedo?
No dejemos que la felicidad se nos escape entre los dedos.
Limpiando el desorden que dejaste, mira lo que encontré:
Un pedazo agrietado de tu insensatez.
Justo tú que decías quererme tanto,
No puedo creer que haya sido tan poco así.