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Llueve

Sociedade Crua

Chove

Chove tanto
E as encostas deslisam
Na estrada
O meu carro expulsa as águas
Que estão no meu caminho
Chove branco
E as marquises estão lotadas
Com a indiferença
São as suas vaidades, ninguém busca nada
Chove prantos
E as pessoas se protegem
Com se estivessem assaltadas
Nas suas mais nobres banalidades
Chove santos
E as barragens transbordam
Será que são as lágrimas de Deus,
Ou castigo?
Pela cobiça sobre a natureza
Ninguém busca nada
Pela cobiça sobre a natureza
Ninguém busca nada
Não quero questionar, nada
Não quero questionar, nada
Um dia nublado
Não é sinal que o sol não vá aparecer
Talvez seja momento de quietar
E analisar
Pois a cada dia as nuvens
Vêm e vão
Porque elas são indiferentes a tudo
Não se emocionam
Nem comovem-se
O mundo é oferecido a todos
A todos
Não quero questionar, nada
Não quero questionar, nada
Nada

Llueve

Llueve tanto
Y las laderas se deslizan
En la carretera
Mi auto expulsa las aguas
Que están en mi camino
Llueve blanco
Y los toldos están llenos
De indiferencia
Son sus vanidades, nadie busca nada
Llueven lágrimas
Y las personas se resguardan
Como si estuvieran asaltadas
En sus más nobles banalidades
Llueven santos
Y los embalses desbordan
¿Serán las lágrimas de Dios,
O castigo?
Por la codicia sobre la naturaleza
Nadie busca nada
Por la codicia sobre la naturaleza
Nadie busca nada
No quiero cuestionar, nada
No quiero cuestionar, nada
Un día nublado
No es señal de que el sol no vaya a aparecer
Quizás sea momento de aquietarse
Y analizar
Porque cada día las nubes
Vienen y van
Porque son indiferentes a todo
No se emocionan
Ni se conmueven
El mundo se ofrece a todos
A todos
No quiero cuestionar, nada
No quiero cuestionar, nada
Nada

Escrita por: Ronaldo C. Araújo