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Casa de Caboclo

Sócrates (Doutor Sócrates)

Casa de Caboclo

Você está vendo esta casinha simplesinha
Toda branca de sapê
Diz que ela vive no abandono, não tem dono
E se tem, ninguém não vê

Uma roseira cobre a banda da varanda
E num pé de cambucá
Quando o dia se levanta, virgem santa
Fica assim de sabiá

Deixa falar toda esta gente maldizente
Tem que ter um morador
Sabe quem mora dentro dela?, Zé Gazela
O maior dos cantador

Quando Gazela viu a Rita tão bonita
Pôs a mão no coração
Ela pegou, não disse nada, deu risada
Pôs os olhinhos no chão

E se casaram, mas um dia, que agonia!
Quando em casa ele voltou
Zé Gazela viu a Rita muito aflita
Tava lá Mané Sinhô

Tem duas cruz entrelaçada bem na estrada
Escreveram por detrás
Numa casa de caboclo um é pouco
Dois é bom, três é demais

Casa de Caboclo

Estás viendo esta casita sencillita
Toda blanca de paja
Dicen que vive abandonada, sin dueño
Y si lo tiene, nadie lo ve

Una enredadera cubre el borde del balcón
Y en un árbol de cambucá
Cuando el día amanece, virgen santa
Se llena de sabiá

Deja que hablen toda esta gente chismosa
Debe tener un habitante
¿Sabes quién vive dentro de ella?, Zé Gazela
El mejor de los cantores

Cuando Gazela vio a Rita tan bonita
Se llevó la mano al corazón
Ella tomó, no dijo nada, se rió
Bajó la mirada

Y se casaron, pero un día, ¡qué agonía!
Cuando en casa él regresó
Zé Gazela vio a Rita muy afligida
Estaba allí Mané Sinhô

Hay dos cruces entrelazadas en el camino
Escribieron por detrás
En una casa de caboclo uno es poco
Dos es bueno, tres son demasiados

Escrita por: Luiz Peixoto, Hekel Tavares