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Caipira de pura cepa

Solange Leal

Caipira Nato

Venho do rancho de onde a paz não se cansa
Venho da margem do rio de águas tão mansas
Venho da estrada que passa lá no mata-burro
Venho do pasto do gado e do leite puro

Venho da mata fechada, do piquete da invernada
Venho da mina que mina minha inspiração
Venho do romper da aurora, do ponteiro da viola
Desse recanto, encanto, do meu coração

Arauê, sou caipira nato
Arauê, sou bicho do mato

Venho do pó da poeira da velha porteira que o tempo fechou
Venho da chuva serena que o chão encharcou
Venho lá do pé da serra, pedaço de terra de sonho sem fim
Vida matuta que nunca vai sair de mim

Arauê, sou caipira nato
Arauê, sou bicho do mato

Venho da sombra do angico que cobre o paiol
Venho da água da vida que toco no anzol
Venho do fogão de lenha que torra farinha
Venho da toca que mora o tatu-galinha

Venho da folha da paineira lá no véu da cachoeira
Venho do Sol que se esconde no fim do rincão
Venho da estrela cadente, do luar incandescente
Desse recanto, encanto do meu meu coração

Arauê, sou caipira nato
Arauê, sou bicho do mato

Venho do pó da poeira da velha porteira que o tempo fechou
Venho da chuva serena que o chão encharcou
Venho lá do pé da serra, pedaço de terra de sonho sem fim
Vida matuta que nunca vai sair de mim

Arauê, sou caipira nato
Arauê, sou bicho do mato

Arauê, sou caipira nato
Arauê, sou bicho do mato

Caipira de pura cepa

Vengo del rancho donde la paz no se cansa
Vengo de la orilla del río de aguas tan mansa
Vengo del camino que pasa por el mata-burro
Vengo del pasto del ganado y la leche pura

Vengo del monte cerrado, del corral del rodeo
Vengo de la mina que mina mi inspiración
Vengo del amanecer, del rasgueo de la guitarra
De este rincón, encanto, de mi corazón

Arauê, soy caipira de pura cepa
Arauê, soy bicho del monte

Vengo del polvo del camino de la vieja tranquera que el tiempo cerró
Vengo de la lluvia serena que empapó el suelo
Vengo de la base de la sierra, pedazo de tierra de sueño sin fin
Vida campesina que nunca va a salir de mí

Arauê, soy caipira de pura cepa
Arauê, soy bicho del monte

Vengo de la sombra del angico que cubre el granero
Vengo del agua de la vida que toco en el anzuelo
Vengo del fogón de leña que tuesta la harina
Vengo de la madriguera donde vive el armadillo

Vengo de la hoja del ceibo allá en el velo de la cascada
Vengo del Sol que se esconde al final del recodo
Vengo de la estrella fugaz, de la luna incandescente
De este rincón, encanto de mi corazón

Arauê, soy caipira de pura cepa
Arauê, soy bicho del monte

Vengo del polvo del camino de la vieja tranquera que el tiempo cerró
Vengo de la lluvia serena que empapó el suelo
Vengo de la base de la sierra, pedazo de tierra de sueño sin fin
Vida campesina que nunca va a salir de mí

Arauê, soy caipira de pura cepa
Arauê, soy bicho del monte

Arauê, soy caipira de pura cepa
Arauê, soy bicho del monte

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