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El Triste Final de Lindomar Cardoso (la Casita)

Som da Rua

O Triste Fim de Lindomar Cardoso (a Casinha)

Queria uma casinha no alto do morro
Onde a tristeza não pudesse alcançar
Com muitos amigos e gente bacana
Tapinha nas costas e caldo de cana
Não sei o que existe de tão importante
Fingir pra todo mundo que está tudo bem
A lua de prata no alto do morro
Que brilha pra todos, não é de ninguém

Ah, a noite está tão bela
E eu tenho um violão
Daqui de cima, tudo é tão pequeno
E lá em baixo as coisas acontecem feito um furacão

E a minha casinha pintada de cinza
Rasgou-se como frágil folha de papel
Do sonho acordo com água na cara
Estou na rua porque não paguei aluguel

A vida é estranha porque perde a graça
Quando se consegue o que não era seu
Tapinhas nas costas são porradas na cara
Não tem importância se você já morreu

El Triste Final de Lindomar Cardoso (la Casita)

Quería una casita en lo alto del cerro
Donde la tristeza no pudiera alcanzar
Con muchos amigos y gente copada
Palmaditas en la espalda y jugo de caña
No sé qué hay de tan importante
Fingir ante todos que todo está bien
La luna plateada en lo alto del cerro
Que brilla para todos, no es de nadie

Ah, la noche está tan hermosa
Y yo tengo una guitarra
Desde aquí arriba, todo es tan pequeño
Y allá abajo las cosas suceden como un huracán

Y mi casita pintada de gris
Se desgarró como frágil hoja de papel
Del sueño despierto con agua en la cara
Estoy en la calle porque no pagué el alquiler

La vida es extraña porque pierde la gracia
Cuando se consigue lo que no era tuyo
Palmaditas en la espalda son golpes en la cara
No importa si ya estás muerto

Escrita por: João Rodrigo