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Demonios

Soraya Ravenle

Demônios

Não me reprima
Eu mesmo mato os meus demônios
Saia de cima, eu não aguento
Esse rebento natimorto
Esse samba torto é só meu
Em um aborto minh'alma concebeu

Cada minuto me envelhece uma semana
Não sou um fruto proibido, mas fui ferido na cabeça
Antes que eu me esqueça
Saia daqui
Desapareça com o seu dom de existir

Cego sem rumo, consigo ver
Que o prumo muda de lugar
Tenho a fé de nunca crer
Pra teu amor exorcizar
Quero distância de ti
A dez mil léguas daqui
Grito assim, num sussurro pra você ouvir

Demonios

No me reprimas
Yo mismo mato a mis demonios
Sal de encima, no aguanto
Este retoño nacido muerto
Este samba torcido es solo mío
En un aborto mi alma concibió

Cada minuto envejece una semana
No soy una fruta prohibida, pero fui herido en la cabeza
Antes de que me olvide
¡Vete de aquí!
Desaparece con tu don de existir

Ciego sin rumbo, puedo ver
Que el plomo cambia de lugar
Tengo la fe de nunca creer
Para exorcizar tu amor
Quiero distancia de ti
A diez mil leguas de aquí
Grito así, en un susurro para que tú escuches

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