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Sob as Saias das Meninas

Alain Souchon

Sous Les Jupes Des Filles

Rétines et pupilles
Les garçons ont les yeux qui brillent
Pour un jeu de dupes
Voir sous les jupes des filles
Et la vie toute entière
Absorbés par cette affaire
Par ce jeu de dupes
Voir sous les jupes des filles

Elles, très fières
Sur leurs escabeaux en l'air
Regard méprisant et laissant le vent tout faire
Elles, dans l'suave
La faiblesse des hommes, elles savent
Que la seule chose qui tourne sur terre
C'est leurs robes légères

On en fait beaucoup
Se pencher, tordre son cou
Pour voir l'infortune
À quoi nos vies se résument
Pour voir tout l'orgueil
Toutes les guerres avec les deuils
La mort, la beauté
Les chansons d'été
Les rêves

Si parfois, ça les gène et qu'elles veulent pas
Qu'on regarde leurs guiboles, les garçons s'affolent de ça
Alors faut qu'ça tombe
Les hommes ou bien les palombes
Les bières, les khmers rouges
Le moindre chevreuil qui bouge

Fanfare bleu blanc rage
Verres de rouge et vert de rage
L'honneur des milices
Tu seras un homme, mon fils

Elles, pas fières
Sur leurs escabeaux en l'air
Regard implorant, et ne comprenant pas tout
Elles, dans l'grave
La faiblesse des hommes, elles savent
Que la seule chose qui tourne sur cette terre
C'est leurs robes légères

Rétines et pupilles
Les garçons ont les yeux qui brillent
Pour un jeu de dupes
Voir sous les jupes des filles
Et la vie toute entière
Absorbés par cette affaire
Par ce jeu de dupes
Voir sous les jupes des filles
La, la, la, la, la

Sob as Saias das Meninas

Retinas e pupilas
Os caras têm os olhos brilhando
Por um jogo de ilusões
Ver sob as saias das meninas
E a vida inteira
Absorvidos por essa história
Por esse jogo de ilusões
Ver sob as saias das meninas

Elas, muito orgulhosas
Em seus banquinhos no ar
Olhar desdenhoso e deixando o vento fazer o que quiser
Elas, no suave
A fraqueza dos homens, elas sabem
Que a única coisa que gira na terra
São seus vestidos leves

A gente faz muito
Se inclinar, torcer o pescoço
Pra ver a desgraça
A que nossas vidas se resumem
Pra ver todo o orgulho
Todas as guerras com os lutos
A morte, a beleza
As canções de verão
Os sonhos

Se às vezes isso as incomoda e elas não querem
Que a gente olhe suas pernas, os caras ficam em pânico com isso
Então tem que cair
Os homens ou as rolas
As cervejas, os khmers vermelhos
O menor cervo que se mexe

Fanfarras azul, branco e raiva
Copos de vinho tinto e verde de raiva
A honra das milícias
Você será um homem, meu filho

Elas, não tão orgulhosas
Em seus banquinhos no ar
Olhar implorando, e não entendendo tudo
Elas, no sério
A fraqueza dos homens, elas sabem
Que a única coisa que gira nesta terra
São seus vestidos leves

Retinas e pupilas
Os caras têm os olhos brilhando
Por um jogo de ilusões
Ver sob as saias das meninas
E a vida inteira
Absorvidos por essa história
Por esse jogo de ilusões
Ver sob as saias das meninas
Lá, lá, lá, lá, lá