Rima Dela Chypher 2
[Mel Duarte]
Não é de hoje que calam meu grito
Abalam meus instintos, ambos pela dor
Por ter nos olhos esse brilho
Essa herança bem quista dos genes de meu bisavô
Não é só pela preta cotista, a casa própria da diarista
Ou qualquer outra conquista
Dos que fazem parte da história de uma terra que você usurpou
É ver o espaço ocupado, a mulher preta, pobre no doutorado
Retomando seu legado, sem dizer: Sim, senhor!
Nos querem supérfluas, apáticas, sem senso crítico
Nos moldam em estéticas, inépcias, estratégia sádica orquestrada por cínicos
Eu rejeito teus dogmas e mantenho a perspicácia no meu raciocínio
Ainda observo bem atenta os que compactuam com a tua lógica ilícita de extermínio
Senhores em seus altares, disputando egos maiores
Supremos, palácios, planaltos, pra que possam se sentir superiores
Influentes na arte da intolerância
Não sei como se cria tanta mente ambiciosa, tolhendo anciã sabedoria
Nos oferecem uma mídia abastada
Interesseira e interessada apenas na morte mas não em quem mata
Como será que um corpo suporta tanta violência inescrupulosa?
Como é possível dormir com as vozes em minha cabeça de tantas irmãs mortas?
Nossa almas pedem por socorro e ninguém nota!
Eu só peço a Oyá que me guia
Mantenha-me longe dos senhores fardados do mato e sua milícia
Me diz, o que te assusta?
A farda, a gravata ou a luta?
Perceba que nessa disputa, conheço teu caráter pelos heróis que cultua
[Bianca Hoffmann]
Eu não arredo o pé daqui, enquanto não houver mudança
Vilã, guerreira, combatente, arqueira avança, a flecha lança
Pachamama que me chama, invoca, pede proteção
Cantei pela floresta, unindo as lobas pra missão
Primeiro plano já traçado, alcateia invade o Senado
Rap é meu uivo de protesto no meio do pasto
Construção desse palácio, destrói meu estado
Cegando vários, educando robôs programados
Dançando em meio à guerra estilo Feminine Hi-Fi
Polícia arrasta, sai sai!
Punhos pro alto: Do you don't like
Ativo a bomba!
Trabalho de formigas operárias lapidando diamantes no contra
Voz ativa causa fúria pra quem faz parte do enredo
É combate, não luxúria. Mídia alimenta o medo
Qual o preço que tem seu tempo?
Colocam um valor e nem perguntam se eu quero o mesmo
Eu não vou calar minha voz
Mesmo que o resultado venha só no futuro, não estamos sós
Eu não vou calar minha voz
Motivo dessa luta nunca será só por mim, será por nós!
[Souto MC]
Conta sádica, quantos perdemos de forma trágica?
Nunca fecha a matemática dessa chacina histórica
Vivência da teórica
Pra nossa pergunta a resposta é lógica
Quem matou Marielle e os cinco em Marica?
Rotina áspera, ácida e eu não posso esperar
Sigo meu passo pelas posse, eu quero é prosperar
Fazer virar, resgatar
Trazer de volta à vida cada sonho que um dia eles tentaram matar
Visão externa fora da caverna
Fugindo da ignorância que mata e nos congela
A chama do conhecimento brilha eterna
Isso não é Souto pela Souto, isso é a Souto por elas!
Eu tenho um plano, parceiro
Todo plano real envolve dinheiro
Fazer devolver tudo que é nosso por direito
Depois aposentar minha mãe mais cedo
Enriquecer os pobre, cobrir de cobre
Ao contrário do que fez Macedo
Hip Hop reluz, ouro genuíno
Germinando nos versos força de leão na mãos dos meninos
Destinos manuscritos, ecoam os gritos: Vivos!
Estamos e continuaremos infinitos!
[Cris SNJ]
Sonhos ainda precisam de seus sonhadores
Apesar do presente ser palco e mais valores
Constituição, filme, roteiro e ação
Medidas imediatas fazem intervenção
Silenciando pessoas com muita opinião
Sinto-me operária em construção
Se estamos libertas, não há escravidão
Vozes na favela, gritos, microfone na mão
Sabotage nas vielas, rei no Canão
Imortal do Rap, canta em outra dimensão
Típico problema sem solução
A classe dominante aponta e cria mais um ladrão
E não se preocupa com a maioria
Gente pobre, gente preta da minha pele
Exclui da lista o nobre
Por isso eu canto contra tudo que fode meu gueto
Honrando os 4P: Poder Para o Povo Preto
Ostento mesmo minha cultura, meu estilo, meu jeito
R.A. p., essa é a sigla que tenho no peito
Isso é conceito, eu sou Negona, prazer preconceito
Me conheça e eu desfaço o que você tem feito
[Killa Bi]
Tão tirando minha vontade de viver
Cada morte mata o que era pra crescer
Não sou eu, mas me vejo em você
Corro no certo e não aceito mais perder
Sistema treme, uma mulher foi presidente
Não mais presa, ando caçando os que mente
Falhou o plano de destruir as mente
Me criei arisca e, de quebra, inteligente
Governo limpa a cidade matando a gente
Só corpo preto boiando nas grande enchente
Ainda me pedem pra ser paciente
Nasce a assassina e morre tudo o que sente
Quero cinco minutos com o Michel Temer
Ajoelhado bem aqui na minha frente
Prometo agir de forma consciente
Fazer ele sangrar por dizimar nossos parente
Palavra dita dura é quente
Mães enterram filhos adolescentes
Se a minha chora e a sua não sente
Começo a cobrança arrancando os seus dente
Avisa a eles que eu não vou parar
Avisa aí que eu não desci para brincar
Num sistema onde já nasce morta
Político idiota, nossa cota é te matar
Avisa a eles que eu não vou parar
Avisa aí que eu não desci para brincar
Num sistema onde já nasce morta
Político idiota nossa cota é te matar!
Rima Dela Chypher 2
[Mel Duarte]
No es de hoy que callan mi grito
Sacuden mis instintos, ambos por el dolor
Por tener en los ojos ese brillo
Esta herencia bien querida de los genes de mi bisabuelo
No es solo por la negra cuotista, la casa propia de la diarista
O cualquier otra conquista
De los que forman parte de la historia de una tierra que tú usurpaste
Es ver el espacio ocupado, la mujer negra, pobre en el doctorado
Recuperando su legado, sin decir: ¡Sí, señor!
Nos quieren superfluas, apáticas, sin sentido crítico
Nos moldean en estéticas, ineptitudes, estrategia sádica orquestada por cínicos
Rechazo tus dogmas y mantengo la perspicacia en mi razonamiento
Aún observo muy atenta a los que pactan con tu lógica ilícita de exterminio
Señores en sus altares, compitiendo por egos más grandes
Supremos, palacios, planaltos, para que puedan sentirse superiores
Influyentes en el arte de la intolerancia
No sé cómo se crea tanta mente ambiciosa, coartando antigua sabiduría
Nos ofrecen una prensa adinerada
Interesada y interesada solo en la muerte pero no en quien mata
¿Cómo puede un cuerpo soportar tanta violencia sin escrúpulos?
¿Cómo es posible dormir con las voces en mi cabeza de tantas hermanas muertas?
Nuestras almas piden auxilio y nadie nota!
Solo pido a Oyá que me guíe
Manténme lejos de los señores uniformados del monte y su milicia
Dime, ¿qué te asusta?
¿El uniforme, la corbata o la lucha?
Percebe que en esta disputa, conozco tu carácter por los héroes que cultuas
[Bianca Hoffmann]
No me muevo de aquí, hasta que haya cambio
Villana, guerrera, combatiente, arquera avanza, la flecha lanza
Pachamama que me llama, invoca, pide protección
Canté por el bosque, uniendo a las lobas para la misión
Primer plano ya trazado, la manada invade el Senado
El rap es mi aullido de protesta en medio del pasto
Construcción de este palacio, destruye mi estado
Cegando varios, educando robots programados
Bailando en medio de la guerra estilo Feminine Hi-Fi
¡Policía arrastra, sal de aquí!
¡Puños arriba: ¿No te gusta?
¡Activo la bomba!
Trabajo de hormigas obreras labrando diamantes en contra
Voz activa causa furia para quien forma parte del enredo
Es combate, no lujuria. La prensa alimenta el miedo
¿Cuál es el precio de tu tiempo?
Ponen un valor y ni preguntan si yo quiero lo mismo
No callaré mi voz
Aunque el resultado venga solo en el futuro, no estamos solos
No callaré mi voz
El motivo de esta lucha nunca será solo por mí, ¡será por nosotros!
[Souto MC]
Cuenta sádica, ¿cuántos perdimos de forma trágica?
Nunca cuadra la matemática de esta masacre histórica
Vivencia de la teoría
Para nuestra pregunta la respuesta es lógica
¿Quién mató a Marielle y a los cinco en Marica?
Rutina áspera, ácida y no puedo esperar
Sigo mi paso por las poses, quiero prosperar
Hacer virar, rescatar
Traer de vuelta a la vida cada sueño que un día intentaron matar
Visión externa fuera de la caverna
Huyendo de la ignorancia que mata y nos congela
La llama del conocimiento brilla eterna
¡Esto no es Souto por Souto, esto es Souto por ellas!
Tengo un plan, compañero
Todo plan real implica dinero
Hacer devolver todo lo que es nuestro por derecho
Luego jubilar a mi madre más temprano
Enriquecer a los pobres, cubrir de cobre
Al contrario de lo que hizo Macedo
Hip Hop reluce, oro genuino
Germinando en los versos fuerza de león en manos de los niños
Destinos escritos, resuenan los gritos: ¡Vivos!
¡Estamos y continuaremos infinitos!
[Cris SNJ]
Los sueños aún necesitan de sus soñadores
A pesar de que el presente sea escenario y más valores
Constitución, película, guion y acción
Medidas inmediatas hacen intervención
Silenciando personas con mucha opinión
Me siento obrera en construcción
Si estamos liberadas, no hay esclavitud
Voces en la favela, gritos, micrófono en mano
Sabotage en las calles, rey en el Canaón
Inmortal del Rap, canta en otra dimensión
Típico problema sin solución
La clase dominante señala y crea otro ladrón
Y no se preocupa por la mayoría
Gente pobre, gente negra de mi piel
Excluye de la lista al noble
Por eso canto contra todo lo que jode mi barrio
Honrando los 4P: Poder Para el Pueblo Negro
Ostento mi cultura, mi estilo, mi forma
R.A. p., esa es la sigla que llevo en el pecho
Esto es concepto, soy Negona, gusto prejuicio
Conóceme y deshago lo que has hecho
[Killa Bi]
Me están quitando las ganas de vivir
Cada muerte mata lo que debía crecer
No soy yo, pero me veo en ti
Corro en lo correcto y ya no acepto perder
El sistema tiembla, una mujer fue presidenta
Ya no presa, ando cazando a los que mienten
Falló el plan de destruir las mentes
Me crié arisca y, de paso, inteligente
El gobierno limpia la ciudad matando a la gente
Solo cuerpos negros flotando en las grandes inundaciones
Aún me piden ser paciente
Nace la asesina y muere todo lo que siente
Quiero cinco minutos con Michel Temer
Arrodillado justo aquí frente a mí
Prometo actuar de forma consciente
Hacerlo sangrar por diezmar a nuestros parientes
Palabra dicha dura es caliente
Madres entierran hijos adolescentes
Si la mía llora y la tuya no siente
Comienzo la cobranza arrancándote los dientes
Avísales que no me detendré
Avisa que no bajé para jugar
En un sistema donde ya nace muerta
Político idiota, nuestra cuota es matarte
Avísales que no me detendré
Avisa que no bajé para jugar
En un sistema donde ya nace muerta
Político idiota, nuestra cuota es matarte!