A Beleza
À disposição de meros olhares tolos
De mariposas e serpentes
Tentando cada qual devorar a sua presa
As flores
Que não estavam mortas
E sim muito cheias de vida
Exalavam o mágico entorpecente do seu odor
Que, misturado às cores sedutoras de suas pétalas
Podem torná-las mais fatais que o bote da serpente
E mais glamourosas que as mariposas em pleno voo
Ha, tamanho foi o desleixo da natureza
Deixar fácil para os olhos e para o toque
Criaturas tão letais para os sonhadores
Que vagam inocentemente
Como a libélula que voa em direção à teia do predador
Quem será o sofredor?
O seduzido e apaixonado sonhador?
Ou a flor? Que, mesmo fatal, morreu por amor
La Belleza
A disposición de simples miradas tontas
De mariposas y serpientes
Intentando cada una devorar a su presa
Las flores
Que no estaban muertas
Sino llenas de vida
Exhalaban el mágico entorpecente de su aroma
Que, mezclado con los colores seductores de sus pétalas
Pueden hacerlas más mortales que el ataque de la serpiente
Y más glamorosas que las mariposas en pleno vuelo
Ay, qué descuido de la naturaleza
Dejar tan fácil a la vista y al tacto
Criaturas tan letales para los soñadores
Que vagan inocentemente
Como la libélula que vuela hacia la tela del depredador
¿Quién será el sufridor?
¿El seducido y apasionado soñador?
¿O la flor? Que, aunque mortal, murió por amor
Escrita por: Cláudio Macagi