395px

El Ciclista

Souza e Monteiro

O Ciclista

Eu falo a verdade, não sou um atleta
Mas sempre gostei de uma bicicleta
Que tem a equipage boa e completa
Ninguém não me arcança numa linha reta

Um porta-bagage pras moça sentá
Uma campainha pro povo alertá
Um freio traseiro para mim brecá
Quando o perigo vier me visitá

Eu sou um corisco quando entro na pista
Quem tiver me oiando me perde de vista
Eu faço questã que o freguês assista
A ciência que tem um velho ciclista

Se o pneu estora dentro da rodage
Eu pego um manchão no porta-bagage
Eu faço um conserto e sigo viage
Mexendo com as moça fazendo visage

No quidão da mocha tem duas bandeira
Uma é do meu clube e outra é brasileira
Saio pedalando sem fazê poeira
Não vejo ninguém na minha dianteira

Não estou provocando e ninguém desafio
Mas topo corrida de São Paulo ao Rio
O rico patife que até deu arrepio
Eu cheguei na frente com o pneu vazio

Quando o páreo é duo ninguém não me ganha
Eu tenho um bom câmbio pra subir montanha
Eu já competi com o campeão da Espanha
Quando ele perdeu começou com manha

Falo com franqueza com a cabeça erguida
Dou tudo que eu tenho por uma corrida
Eu levo no bolso pra salvar a vida
A imagem da santa lá da Aparecida
Eu levo no bolso pra salvar a vida
A imagem da santa lá da Aparecida

El Ciclista

Yo digo la verdad, no soy un atleta
Pero siempre me ha gustado una bicicleta
Que tiene el equipaje bueno y completo
Nadie me alcanza en una línea recta

Un portaequipaje para que las chicas se sienten
Un timbre para alertar a la gente
Un freno trasero para poder frenar
Cuando el peligro venga a visitarme

Soy un rayo cuando entro en la pista
Quien me esté mirando me pierde de vista
Hago que el cliente vea
La destreza que tiene un viejo ciclista

Si la llanta se revienta en el camino
Cojo un parche del portaequipaje
Hago una reparación y sigo viaje
Coqueteando con las chicas, haciéndoles guiños

En el manillar hay dos banderas
Una es de mi club y la otra es brasileña
Salgo pedaleando sin levantar polvo
No veo a nadie delante de mí

No estoy retando a nadie ni desafiando a nadie
Pero acepto una carrera de São Paulo a Río
El rico arrogante que hasta da escalofríos
Yo llegué primero con la llanta vacía

Cuando la competencia es mano a mano nadie me gana
Tengo un buen cambio para subir montañas
Ya competí con el campeón de España
Cuando perdió, empezó a hacer trampas

Hablo con franqueza con la cabeza en alto
Doy todo lo que tengo por una carrera
Llevo en el bolsillo para salvar la vida
La imagen de la santa de Aparecida
Llevo en el bolsillo para salvar la vida
La imagen de la santa de Aparecida

Escrita por: Teddy Vieira / Zé Cocão