Confissões de Uma Figueira
Ele veio a mim
Procurando por frutos, veio a mim
Estendeu Sua mão
Percorreu minhas folhas, meus ramos
Nada encontrou
Foi tão triste, mas nada encontrou
Mal podia acreditar
O sol bateu e eu me escondi
A chuva em mim e eu me encolhi
Terra boa nas minhas raízes
Mas eu não frutifiquei
De que me vale tantas folhas
Vistoso verde, inútil e belo
E agora o que é que eu vou dizer
Tive tudo e nada fiz
Ele me falou
Eu retorno na próxima estação
Abandona o egoísmo
Ninguém é o fim de si mesmo
Olha ao teu redor
Tanta gente faminta ao teu redor
Alimenta a multidão
Senhor eu vou me expor ao sol
Às chuvas quero me entregar
Nunca mais assim inutilmente
Ocupar o meu lugar
Eu vou fincar minhas raízes
As águas puras procurar
Quero carregada me encurvar
Com meus frutos Te adorar
Confesiones de un higuera
Vino a mí
Buscando fruta, vino a mí
Extendió la mano
Él fue a través de mis hojas, mis ramas
No se encontró nada
Fue tan triste, pero no se encontró nada
No podía creerlo
El sol cayó y me escondí
La lluvia sobre mí y me encogí
Buena tierra en mis raíces
Pero no he dado fruto
Lo que vale tantas hojas
Verde brillante, inútil y hermoso
¿Y ahora qué voy a decir?
Lo he tenido todo y no he hecho nada
Me lo dijo
Volveré a la próxima estación
Abandonar el egoísmo
Nadie es el fin de sí mismo
Mira a tu alrededor
Tanta gente hambrienta a tu alrededor
Alimenta a la multitud
Señor, voy a exponerme al sol
En las lluvias quiero rendirme
Nunca más como este inútil
Toma mi lugar
Voy a poner mis raíces en
Las aguas puras buscan
Quiero cargar para inclinarme
Con mis frutos para adorarte
Escrita por: Stenio Marcius