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Vulnerabilidad Humana

Studio 193

Vulnerabilidade Humana

Onde é que vai parar esse mundo?
Será que o Brasil tem futuro?

Eu vejo na TV estupro e morte
Eu vejo, vejo, e tento ser forte
Eu vejo no país e não acredito
E o mundo se pergunta pra quê isso

Atentado, roubo, sequestro, assassinato
Todos estamos nesse mundo vulnerável

Em cada assassinato que ocorre
Em cada crianca que eu vejo com fome
Me sinto mais inútil e incompetente
Por não poder ajudar essa gente

Quando eu tô parado no farol
Tem muita gente que me diz
"Não dê esmola aos mendigos,
Ele não vai ser feliz"

Dê a ele um trabalho
Uma oportunidade
Mas não posso fazer nada
Essa que é a verdade

O mundo foi piorando
Como uma bola de neve
A sujeira foi se acumulando
Não se resolve nem com prece

Alguns especialistas dizem
Que temos que ir as raízes do problema
Mas como achar as raízes
De uma árvore sem tronco, e nada pequena?

Em cada assassinato que ocorre
Em cada criança que eu vejo com fome
Me sinto mais inútil, incompetente
Por não poder ajudar essa gente

Todos nós estamos sujeitos à tudo
Rico, pobre, trabalhador e vagabundo

Quando é assassinado alguém importante
É aí que damos mais valor
E aí alguém fala que temos
Que resolver os problemas desse mundo de dor

É sempre, sempre, sempre a mesma história
Na hora, é claro, todo mundo chora
O discurso é sempre o mesmo
"Gente, vamos lutar, pelos nossos direitos"

Mas tudo se esquece
E só lembramos novamente
Quando o problema ataca de novo
Agora na casa da gente...

Vulnerabilidad Humana

¿Hacia dónde va este mundo?
¿Tiene futuro Brasil?

Veo en la TV violación y muerte
Veo, veo, y trato de ser fuerte
Veo en el país y no lo creo
Y el mundo se pregunta ¿para qué esto?

Atentado, robo, secuestro, asesinato
Todos estamos en este mundo vulnerable

En cada asesinato que ocurre
En cada niño que veo con hambre
Me siento más inútil e incompetente
Por no poder ayudar a esta gente

Cuando estoy detenido en el semáforo
Mucha gente me dice
“No des limosna a los mendigos,
No serán felices”

Dale un trabajo
Una oportunidad
Pero no puedo hacer nada
Esa es la verdad

El mundo empeoraba
Como una bola de nieve
La suciedad se acumulaba
No se resuelve ni con plegaria

Algunos especialistas dicen
Que debemos ir a las raíces del problema
Pero ¿cómo encontrar las raíces
De un árbol sin tronco, y nada pequeño?

En cada asesinato que ocurre
En cada niño que veo con hambre
Me siento más inútil, incompetente
Por no poder ayudar a esta gente

Todos estamos sujetos a todo
Rico, pobre, trabajador y vago

Cuando asesinan a alguien importante
Ahí es cuando valoramos más
Y alguien dice que debemos
Resolver los problemas de este mundo de dolor

Siempre, siempre, siempre la misma historia
En ese momento, por supuesto, todos lloran
El discurso es siempre el mismo
“Gente, vamos a luchar por nuestros derechos”

Pero todo se olvida
Y solo recordamos de nuevo
Cuando el problema ataca de nuevo
Ahora en nuestra casa...

Escrita por: Thiago Pagliuca