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Sin Mal Alguno

Suicida 84

Mal Nenhum

Nunca viram ninguém triste?
Por que não me deixam em paz?
As guerras são tão tristes
E não tem nada demais

Me deixem, bicho acuado
Por um inimigo imaginário
Correndo atrás dos carros
Feito um cachorro otário

Me deixem, ataque equivocado
Por um falso alarme
Quebrando objetos inúteis
Como quem leva uma topada

Me deixem amolar e esmurrar
A faca cega, cega da paixão
E dar tiros a esmo e ferir
O mesmo cego coração

Não escondam suas crianças
Nem chamem o síndico
Nem chamem a polícia
Nem chamem o hospício, não

Eu não posso causar mal nenhum
A não ser a mim mesmo
A não ser a mim mesmo
A não ser a mim.

Sin Mal Alguno

Nunca han visto a nadie triste?
Por qué no me dejan en paz?
Las guerras son tan tristes
Y no hay nada de malo en ello

Déjenme, animal acorralado
Por un enemigo imaginario
Persiguiendo autos
Como un perro tonto

Déjenme, ataque equivocado
Por una falsa alarma
Rompiendo objetos inútiles
Como quien se golpea el dedo chiquito

Déjenme afilar y golpear
El cuchillo ciego, ciego de pasión
Y disparar al azar y herir
El mismo corazón ciego

No escondan a sus niños
Ni llamen al portero
Ni llamen a la policía
Ni llamen al manicomio, no

No puedo causar mal alguno
Excepto a mí mismo
Excepto a mí mismo
Excepto a mí.

Escrita por: Cazuza / Lobão