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OI (instrumentalidad)

Supernave

OI (instrumentalidade)

O quanto mais te magoei, de que nem há mais lembrança
Peço desculpa neste poema impaciente
A angústia que precede cada palavra
O quanto mais é verdadeira que uma lágrima?
O traço romântico que contorna meu pensamento se justifica
Pelos sonhos que ainda não se cumpriram, nem devam
Meu constrangimento vem se despedaçando pelo asfalto
Puxado por seu cavalo desajeitado
Não olhe para mim, não julgue meu modesto id
Nem minhas palavras
A frase que sobra, a tristeza que nos pune em silêncio
Amargar o sabor da amizade que um dia nos fez especiais e inconfundíveis
Às vezes penso demais (antes que o mundo descubra o que eu penso)
Nos vícios e perigos do próximo passo
Se falar ou se calar, sem nada saber de nada
Sou punido pela ousadia de querer cativar olhos e bocas
Às quais minha maldade assina
Mas talvez não penso em nada disso
Talvez use a tristeza como arma da minha arte
E o lápis meu calado cúmplice…
Não sei orar desculpas, não sei fingir olhares e bocas
Nem sei fugir de casa!
Fora do meu quarto me atrapalho
Tropeço entre risos e ousadia de dedos maleducados
Mas o que importa da madeira na moleira
Nem o quanto suportei a angústia até a última palavra

OI (instrumentalidad)

¿Cuánto más te lastimé, de lo que ya ni hay recuerdo
Pido disculpas en este poema impaciente
La angustia que precede a cada palabra
¿Cuánto más es verdadero que una lágrima?
El trazo romántico que rodea mi pensamiento se justifica
Por los sueños que aún no se han cumplido, ni deben
Mi vergüenza se desmorona en el asfalto
Arrastrado por tu torpe caballo
No me mires, no juzgues mi modesto yo
Ni mis palabras
La frase que queda, la tristeza que nos castiga en silencio
Amargando el sabor de la amistad que una vez nos hizo especiales e inconfundibles
A veces pienso demasiado (antes de que el mundo descubra lo que pienso)
En los vicios y peligros del próximo paso
Si hablar o callar, sin saber nada de nada
Soy castigado por la osadía de querer cautivar ojos y bocas
A los cuales mi maldad firma
Pero tal vez no pienso en nada de eso
Tal vez uso la tristeza como arma de mi arte
Y el lápiz mi silencioso cómplice...
No sé pedir disculpas, no sé fingir miradas y bocas
¡Ni sé huir de casa!
Fuera de mi habitación me enredo
Tropiezo entre risas y la osadía de dedos mal educados
Pero ¿qué importa la madera en la mollera?
Ni cuánto aguanté la angustia hasta la última palabra