Sua Fama Faiz Minha Inveja
Eu me retorço ao ver multidões tão fiéis
sonhando um dia poder beijar os seus pés
Gritando aos prantos seu nome numa procissão sem fim
Tenho chiliques sempre que a turma o vê
Nos outdores, filmes, revistas, TV;
Enfeitiçados, insistem demonstrar adoração.
[Eu fico roxo], amarelo e azul.
(Oh!) Me lacrimeja!
E quero brigar com aquele que eu sei...
(Oh!) Que te corteja.
Sua fama faz minha inveja.
Pois já te deram uma biografia,
um cash milionário, e um céu pr'ocê morar.
Depois fizeram uma coroa, um cedro,
um santo relicário e um trono pra sentar!
E eu fiquei só aqui neste calvário
achando palavrões, pra te amaldiçoar.
Seus atributos, dizem não ter nada igual.
Que me desculpem mas eu só sei falar mal;
É que não dá pra aceitar essa condição menor.
Mas, quão orgulhosa deve estar a senhora sua mãe!
Hoje em sua casa não há lugar pra mais pães.
Glórias, troféus, patrimônios... Quem me dera fossem meus!
[Ai, Deus, eu fico vermelho]
Tu Fama Despierta Mi Envidia
Me retuerzo al ver multitudes tan fieles
soñando un día poder besar tus pies
Gritando a lágrima viva tu nombre en una procesión interminable
Me pongo histérico cada vez que la gente te ve
En exteriores, películas, revistas, TV;
Hechizados, insisten en demostrar adoración.
¡Me pongo morado, amarillo y azul!
(¡Oh!) Me lagrimea
Y quiero pelear con aquel que sé...
(¡Oh!) Que te corteja
Tu fama despierta mi envidia.
Porque ya te dieron una biografía,
un montón de dinero, y un cielo para vivir.
Luego hicieron una corona, un cedro,
un santo relicario y un trono para sentarse.
Y yo me quedé aquí en este calvario
buscando palabrotas para maldecirte.
Tus atributos, dicen que no tienen igual.
Que me disculpen pero solo sé hablar mal;
Es que no puedo aceptar esta condición menor.
¡Pero qué orgullosa debe estar tu madre!
Hoy en tu casa no hay lugar para más panes.
¡Glorias, trofeos, patrimonios... Ojalá fueran míos!
[¡Ay, Dios, me pongo rojo!]
Escrita por: Rafael Castro