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Herida Abierta

Susana Abreu

Ferida Aberta

Vou mostrar-te minha ferida
A chaga aberta do meu coração
Faz tempo que sangra sem cessar

Quando estive com vocês
E em meio a vós eu caminhei
Acolhi a todos, perdoei, ensinei
Mas parece que
Não ouviu a minha voz

Cada vez
Que me ignora nas calçadas
Sangro mais
Que finge não me ver, olha pra trás
Uma gota cai
Da minha ferida!

Cada vez
Que ao me ver na rua
Dá um passo atrás
E do outro lado volta a caminhar
Eu sangro mais
Sangro sem parar!

Sou eu!
Estou aqui na calçada!
O abandono me maltrata
Seu não me faz sangrar

Herida Abierta

Voy a mostrarte mi herida
La llaga abierta de mi corazón
Hace tiempo que sangra sin parar

Cuando estuve con ustedes
Y en medio de ustedes caminé
Acogí a todos, perdoné, enseñé
Pero parece que
No escuchaste mi voz

Cada vez
Que me ignoras en las aceras
Sangro más
Quien finge no verme, mira hacia atrás
Una gota cae
De mi herida

Cada vez
Que al verme en la calle
Da un paso atrás
Y del otro lado vuelve a caminar
Yo sangro más
¡Sangro sin parar!

¡Soy yo!
¡Estoy aquí en la acera!
El abandono me lastima
Tu rechazo no me hace sangrar

Escrita por: Susana Abreu