312
Sou narrador, protagonista
Expectador, comentarista
Do mundo que se
Finge de sério
Eu agradeço ao me ceder lugar
E a permissão de poder me expressar
Na história que só eu posso contar
Cantar
Sou amador, cronista
O diretor e o corte
Presentemente distraído
Pra sorte
Desobedeço princípios ancestrais
Frente às mitologias atuais
Que fecha os olhos, escolas e hospitais
Em paz
Trezentos e doze infinilhões de ontens
Desmentem crenças hegemônicas
Suas vitórias faraônicas
São metonímias, são irônicas
São perspectivas antagônicas
De gerações ainda afônicas
312
Soy narrador, protagonista
Espectador, comentarista
Del mundo que se
Finge de serio
Agradezco por cederme un lugar
Y la autorización de poder expresarme
En la historia que solo yo puedo contar
Cantar
Soy aficionado, cronista
El director y el corte
Actualmente distraído
Por suerte
Desobedezco principios ancestrales
Frente a las mitologías actuales
Que cierran los ojos, escuelas y hospitales
En paz
Trescientos doce infinilones de ayeres
Desmienten creencias hegemónicas
Sus victorias faraónicas
Son metonimias, son irónicas
Son perspectivas antagónicas
De generaciones aún afónicas