Estrela Vermelha
Chão do meu lar. Litoral que te vejo azular...
Cruz-de-Luz que te sinto pesar...
Brilho... Queimar que me dois...
Cor do sangue que nós
Não conseguimos derramar
Praia... montanha por trás
Cai a noite no cais...
Se escurece meu peito... infeliz...
Água que jorra de mim...
E aumenta o mar entre nós:
um homem só e seu País.
Estrela vermelha que brincas no ar...
E em teu fogo me espelhas as veias do olhar...
Vou voltar
pr'o azul negro
da noite ante o crespo das águas
pescando as estrelas,
piscando mais que elas...
Vem, meu Brasil,
Meu avô musical...
Tua violência de sal sobre a areia...
Tuas violas sereias
que em meus pés vêm tocar...
Tuas marés pra me libertar.
Estrella Roja
Tierra de mi hogar. Costa que te veo azular...
Cruz-de-Luz que te siento pesar...
Brillo... Quemar que me debes...
Color de sangre que nosotros
No logramos derramar
Playa... montaña detrás
Cae la noche en el muelle...
Se oscurece mi pecho... infeliz...
Agua que brota de mí...
Y aumenta el mar entre nosotros:
un hombre solo y su País.
Estrella roja que juegas en el aire...
Y en tu fuego me reflejas las venas de la mirada...
Voy a volver
al azul negro
de la noche ante el rizado de las aguas
pescando las estrellas,
destellando más que ellas...
Ven, mi Brasil,
Mi abuelo musical...
Tu violencia de sal sobre la arena...
Tus guitarras sirenas
que en mis pies vienen a tocar...
Tus mareas para liberarme.
Escrita por: Glaciliano Correia da Silva / Taiguara