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Gameleira

Tainá Santos

Gameleira

Debaixo da gameleira
O tempo quase parou
O arvoredo encantado
A sua copa balançou

O vento que revigora
Matamba foi que soprou
Vibrando a energia
Em sete linha em sete cor

Mas é claro que eu não ando só
A cobra serpenteou
Deu meia volta e parou
E o arco iris no céu se apresentou

Seu angorô, seu angorô
Depois que a chuva passou
A terra fertilizou

Oxum-maré
A cobra que serpenteia
Não é homem e nem mulher

Gameleira

Debajo de la higuera
El tiempo casi se detuvo
El bosque encantado
Su copa se balanceó

El viento que revitaliza
Fue Matamba quien sopló
Vibrando la energía
En siete líneas, en siete colores

Pero está claro que no camino solo
La serpiente se deslizó
Dio la vuelta y se detuvo
Y el arco iris en el cielo se presentó

Su angurú, su angurú
Después de que pasó la lluvia
La tierra se fertilizó

Oxum-maré
La serpiente que se desliza
No es hombre ni mujer

Escrita por: Tainá Santos