Filha do Sargento
Uma, duas, três, quatro paredes brancas
O vento na janela e a cortina que balança
Danca, rouba a brisa e trás lembrança
Me faz refletir em mais de mil memórias desde a infância
Eu era criança, escrevia meu primeiro rap
E a cada mudança, ainda ouvia rap
Sem dever de casa, eu aprendi era com os rap
Predestinado, obstinada entre os bumbos e os claps
Boletim azul, disciplina insuficiente
Porque eu me disse pela disciplinava em manter livre a minha mente
E batia de frente com professor arrogante
Me sentia mais madura que os demais infantes
Eu era a peça quebrada de um quebra-cabeça inteiro
Meu Walkman única companhia no recreio
Na lista das mais gostosas eu nunca fui destaque
Me enquadro melhor no posto de representante da classe
2005, puberdade, passei de fase
As mina da minha idade louca para perder a virgindade
Matinê no baile entre mil faces
Entendi o que era amor o que eu sentia pelos mics e as bases
Aí já era, a única do bonde que não pegava ninguém
Pegou viagem e foi fazer a unica coisa que fazia bem
Pra cantar revolução calar vizinho enxerido
O lá a filha do sargento anda com os cara esquisito
Minha mãe sentiu orgulho de mim
Contou pra geral que eu saí no jornal
Se surpreendeu que meu som de marginal
Me levou além das páginas policiais
Minha mãe sentiu orgulho de mim
Contou pra geral que eu saí no jornal
Se surpreendeu que meu som de marginal
Me levou além das páginas policiais
E eu me surpreendi também,hoje também faço arte
Exercito dos quartos elementos, também faço parte
Virou meu vício, tipo isso: Rimo, logo existo
Insisto e permaneço nisto com coração submisso
To a serviço
Nasci pra servir essa é minha ferramenta
As crianças cantam Quer Me Chatear, convicção aumenta
Me de mil lugares onde eu quero estar é aqui
Quando eu crescer vou ser o que?
Ainda quero ser MC
Esculto uns flow, show
Meu coração grita: Uou!
Ainda sou a neguinha da perna russo ouvindo Uai Rep Soul
Atrevida mesmo apanhava da Dona Bete
Porque eu gravava rap do mundo nas fitas da Lauriete
É, dona Bete, não chora!
Pus o pé no mundo afora
É por ti, é pela glória
Um dia chega minha hora
Meu sonho é nosso, agora
Meu corre e pela senhora
E a cada conquista nova
Celebra nossa vitória
Minha mãe sentiu orgulho de mim
Contou pra geral que eu saí no jornal
Se surpreendeu que meu som de marginal
Me levou além das páginas policiais
Minha mãe sentiu orgulho de mim
Contou pra geral que eu saí no jornal
Se surpreendeu que meu som de marginal
Me levou além das páginas policiais
Hija del Sargento
Una, dos, tres, cuatro paredes blancas
El viento en la ventana y la cortina que se balancea
Baila, roba la brisa y trae recuerdos
Me hace reflexionar en más de mil memorias desde la infancia
Era una niña, escribía mi primer rap
Y con cada cambio, aún escuchaba rap
Sin deberes, aprendí con los rap
Predestinada, obstinada entre los bombos y los claps
Boletín azul, disciplina insuficiente
Porque me dije que disciplinaba manteniendo libre mi mente
Enfrentaba al profesor arrogante
Me sentía más madura que los demás niños
Era la pieza rota de un rompecabezas completo
Mi Walkman era mi única compañía en el recreo
En la lista de las más populares nunca fui destacada
Me identifico mejor como representante de la clase
2005, pubertad, pasé de fase
Las chicas de mi edad locas por perder la virginidad
Matiné en el baile entre mil caras
Entendí lo que era amor, lo que sentía por los micrófonos y las bases
Y ahí estaba yo, la única del grupo que no se acostaba con nadie
Tomó un viaje y fue a hacer lo único que sabía hacer bien
Para cantar revolución, callar al vecino entrometido
Ahí va la hija del sargento con los tipos extraños
Mi mamá se sintió orgullosa de mí
Contó a todos que salí en el periódico
Se sorprendió de que mi música de marginal
Me llevó más allá de las páginas policiales
Mi mamá se sintió orgullosa de mí
Contó a todos que salí en el periódico
Se sorprendió de que mi música de marginal
Me llevó más allá de las páginas policiales
Y yo también me sorprendí, hoy también hago arte
Ejército de los cuatro elementos, también formo parte
Se convirtió en mi vicio, así es: Rimar, luego existir
Insisto y permanezco en esto con el corazón sumiso
Estoy al servicio
Nací para servir, esa es mi herramienta
Los niños cantan 'Quieres Molestarme', la convicción aumenta
Me da mil lugares donde quiero estar, es aquí
¿Qué seré cuando crezca?
Todavía quiero ser MC
Escucho algunos flow, show
Mi corazón grita: ¡Wow!
Sigo siendo la negrita de piernas flacas escuchando Uai Rep Soul
Atrevida, incluso recibía golpes de Doña Bete
Porque grababa rap del mundo en cintas de Lauriete
Sí, Doña Bete, ¡no llores!
Puse un pie en el mundo exterior
Es por ti, es por la gloria
Un día llegará mi momento
Mi sueño es nuestro, ahora
Mi carrera es por ti
Y con cada nueva conquista
Celebramos nuestra victoria
Mi mamá se sintió orgullosa de mí
Contó a todos que salí en el periódico
Se sorprendió de que mi música de marginal
Me llevó más allá de las páginas policiales
Mi mamá se sintió orgullosa de mí
Contó a todos que salí en el periódico
Se sorprendió de que mi música de marginal
Me llevó más allá de las páginas policiales