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Peón Paulista

Tangará e Pavão do Norte

Peão Paulista

Na zona de adomador
No lugar aonde eu morava
Nessa lida eu me criei
Qualquer bagual eu montava
Não enjeitava pagão
Se o povo me provocava
Nem se falava em arreio
Eu arrancava o freio e já rosetava

Na idade de 15 anos eu pedi admissão
Pro meu pai me dar licença eu queria ser peão
Ele foi e me arrespondeu sem tirar o zoio do chão
Se cai vai ficar feio te pego reio e dou uma lição

Agradeci ao meu pai, por ser bem-aconselhado
Passei a mão num rosário desci num pasto fechado você
Joguei um cipó no burro que nunca foi alaçado
Amontei de sirigote num deu um trote saltou largado

Hoje tenho até remorso quando munto em redomão
Quando prego a chilena retalha que nem facão
O povo se admirava dizem que eu tenho oração
Você pode aprevinir quando eu cair, não sou mais peão

No estado do parana eu recebi um cartão
Uma carta com urgência me pedindo a decisão
Eu arrespondi pra trás avisando os peão
Eu nunca fiz papel feio em todo rodeio sou campeão

O burro que eu amansei tinha nome de tesouro
Pulava que nem um demônio urrando e fazendo couro
A filha do fazendeiro se desmanchava no choro
Quando o burro se entregou tudo se acabou
Recebi meu ouro

Peón Paulista

En la zona de encantador
En el lugar donde yo vivía
En esta vida me crié
Cualquier caballo montaba
No rechazaba el pago
Si la gente me provocaba
Ni se hablaba de riendas
Yo arrancaba el freno y ya galopaba

A los 15 años pedí permiso
Para que mi papá me dejara, quería ser peón
Él fue y me respondió sin quitar la vista del suelo
Si caes, va a quedar feo, te agarro y te doy una lección

Agradecí a mi papá, por ser bien aconsejado
Tomé un rosario y bajé a un campo cerrado
Le lancé un soga al burro que nunca fue atrapado
Monté de un salto y no dio un trote, saltó descontrolado

Hoy hasta tengo remordimiento cuando monto en redomón
Cuando clavo la chilena, corta como un cuchillón
La gente se admiraba, dicen que tengo oración
Puedes advertir cuando caiga, ya no soy más peón

En el estado de Paraná recibí una tarjeta
Una carta urgente pidiéndome la decisión
Respondí de vuelta avisando a los peones
Nunca hice papelón en todo rodeo, soy campeón

El burro que amansé se llamaba tesoro
Saltaba como un demonio, gritando y haciendo cuero
La hija del hacendado se deshacía en llanto
Cuando el burro se entregó, todo se acabó
Recibí mi oro

Escrita por: Tangará e Pavão do Norte