Norte e Nordeste
Lembro o norte do brasil
Quando por lá percorria
Não sai da minha lembrança
As viagens que eu fazia
Conhecer norte e nordeste
Era o que eu mais queria
Há muitos anos atrás
Asfalto não existia
Mas nos lugares chegava
Abria o peito e cantava
O que de melhor sabia
Aí
Querido norte e nordeste
Meu irmão cabra da peste
Já me deu tanta alegria
Saudoso norte nordeste
Vai uns versos por lembrança
Pra lá fiz muitas viagens
Voltar não tenho esperança
Os anos vão se passando
E as pernas da gente cansa
É claro não estou velho
Também não sou mais criança
O meu cantar é saudade
Por que a nossa amizade
Pesa muito na balança
Aí
Nas horas brandas e calmas
Ouço o ritual das palmas
Que eu de lá trouxe de herança
Padre Cícero é a história
Do nordeste brasileiro
Lampião a outra história
Afamado cangaceiro
Bandido porque mataram
Seu pai no próprio terreiro
Por isso eu tenho dúvidas
Acho que foi justiceiro
Que lê a história se flagra
Vou falar em Luiz Gonzaga
Bom cantor e sanfoneiro
Aí
Aquele povo é feliz
Quando canta o seu Luiz
Comove o sertão inteiro
Norte e nordeste eu carrego
Sempre na imaginação
Assum preto e o asa branca
Canta lá no seu sertão
E este cantor gaúcho
Canta aqui no seu rincão
Saudando norte e nordeste
Este orgulho da nação
Onde a luz cor de prata
Ressurge por traz da mata
Dourando a face do chão
Aí
Daqui atiro o meu laço
Prendo todos num abraço
Dentro do meu coração.
Norte y Noreste
Recuerdo el norte de Brasil
Cuando recorría por allá
No se borra de mi memoria
Los viajes que hacía
Conocer el norte y el noreste
Era lo que más deseaba
Hace muchos años atrás
El asfalto no existía
Pero en los lugares a los que llegaba
Abría el pecho y cantaba
Lo mejor que sabía
Ahí
Querido norte y noreste
Mi hermano cabra de la peste
Ya me dio tanta alegría
Añoranza norte noreste
Van unos versos por recuerdo
Para allá hice muchos viajes
Volver no tengo esperanza
Los años van pasando
Y las piernas de la gente se cansan
Claro que no estoy viejo
Tampoco soy más un niño
Mi canto es nostalgia
Porque nuestra amistad
Pesa mucho en la balanza
Ahí
En las horas suaves y tranquilas
Escucho el ritual de las palmas
Que traje de herencia de allá
Padre Cícero es la historia
Del noreste brasileño
Lampião otra historia
Famoso cangaceiro
Bandido porque mataron
A su padre en su propio patio
Por eso tengo dudas
Creo que fue justiciero
Quien lee la historia se da cuenta
Voy a hablar de Luiz Gonzaga
Buen cantante y acordeonista
Ahí
Esa gente es feliz
Cuando canta su Luiz
Conmueve al sertón entero
Norte y noreste llevo
Siempre en la imaginación
Asa negra y asa blanca
Cantan allá en su sertón
Y este cantor gaúcho
Canta aquí en su rincón
Saludando al norte y noreste
Este orgullo de la nación
Donde la luz color de plata
Resurge detrás de la mata
Dorando la faz del suelo
Ahí
Desde aquí lanzo mi lazo
Atrapo a todos en un abrazo
Dentro de mi corazón.