395px

Recuerdo

Teixeirinha

Recordação

Bem na frente deste rancho
Na sombra desta ramada
Tomei muito mate amargo
Já fiz muita sesteada
Tendo a chinoca ao meu lado
Mais linda do que uma flor
Eu vivia mui folgado
Um peão apaixonado
Todo enredado de amor

Saudade, coisa esquisita
Vive a nos rebenquear
Tá certo, não vale a pena
Mas sempre é bom recordar

Chinoca que já foi minha
Te foste pra outro pago
Fiquei tão triste, sozinho
Sentindo a falta do afago
Tu te cambiaste com outro
E te foste pra não voltar
Hoje eu vivo recordando
Saudade cabresteando
Campeando pra não chorar

Saudade, coisa esquisita

Rancho velho, abandonado
Tu sentes a mesma dor
Já não abrigas mais nada
Meu velho ninho de amor
Sombra amiga dos meus sonhos
Sombra da minha ramada
Hoje eu venho despedir-me
Da sua última sesteada

Saudade, coisa esquisita

E se, um dia, tu retornares
Chinoca que eu tanto quis
Só encontrarás tapera
E um coração infeliz
Mas se voltares chorando
Implorando o meu perdão
Já não terás mais guarida
Do meu pobre coração

Saudade, coisa esquisita

Recuerdo

Justo en frente de este rancho
A la sombra de esta enramada
Tomé mucho mate amargo
Ya hice muchas siestas
Con la china a mi lado
Más linda que una flor
Vivía muy relajado
Un peón enamorado
Todo enredado de amor

Nostalgia, cosa extraña
Que nos azota
Está bien, no vale la pena
Pero siempre es bueno recordar

China que fue mía
Te fuiste a otro pago
Me quedé tan triste, solo
Sintiendo la falta del cariño
Te cambiaste con otro
Y te fuiste para no volver
Hoy vivo recordando
Nostalgia cabresteando
Buscando para no llorar

Nostalgia, cosa extraña

Rancho viejo, abandonado
Sientes el mismo dolor
Ya no albergas nada
Mi viejo nido de amor
Sombra amiga de mis sueños
Sombra de mi enramada
Hoy vengo a despedirme
De tu última siesta

Nostalgia, cosa extraña

Y si, un día, regresas
China que tanto quise
Solo encontrarás ruinas
Y un corazón infeliz
Pero si vuelves llorando
Implorando mi perdón
Ya no tendrás refugio
En mi pobre corazón

Nostalgia, cosa extraña

Escrita por: Sandino Hohagen