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El Avalista

Teodoro e Sampaio

O Avalista

Falado:
- Olá, seu Tacacaranococho
- Tudo bem?
- Japonês vai vivendo no meu custa. O que, que tu quer?
- Eu preciso muito falar com você
- Qual é o problema?
- É o seguinte, eu fiz compra na Loja do Seu Benjamim, comprei roupa, sapato, mas quando falei pra ele que era a prazo ele me pediu um endossante
- O Senhor quer que eu endossa?
- É japonês, você é meu amigo
- Japonês não é açúcar. Não endossa, mesmo
- Japonês me quebra esse galho
- E se o senhor não pagar?
- Eu pago Japonês
- O senhor paga todo o vencimento?
- Eu pago
- Promessa tinha feito que endossava, mas garantido que o senhor veio procurar, garantido endossa. Pode deixar se não pagar quebra violão na cabeça do senhor
- Japonês, obrigado!

Sampaio, meu grande amigo comia no mesmo prato
Me levou pra fiador pra comprar roupa e sapato
Comprou tudo pra família na loja do Benjamim
Mas na hora de pagar a conta ficou pra mim

Papagaio come milho, periquito leva a fama
Sampaio anda bem vestido japonês dançou na grana
O safado embrulhão para a conta não importa
Todo me o Benjamim vem bater na minha porta

- Aquele da roupa vermelha, combradoro! Que, que o senhor quer aqui?
- Sou empregado da loja do seu Benjamim. Aquela que o senhor foi avalista do Sampaio
- Sampaio não pagou ?
- Não, não pagou. Faz trinta dias que ele não paga
- ta vencido e se não pagar com faz?
- Se não pagar vai a protesto
- Não protesta, nome de Japonês fica sujo?
- Fica
- Então eu limpa nome. Japonês paga, pede desculpa. Pega Sampaio no karatê na cara dele. Eu vou pagar, mas desconta no lombo de Sampaio.

Já não tem homem direito como havia antigamente
Que a palavra valia, hoje em dia é diferente
Nem mesmo pro meu irmão não vou ser mais avalista
Quem quiser comprar de tudo vai na loja e compra a vista

El Avalista

Hablado:
- Hola, tu Tacacaranococho
- ¿Todo bien?
- El japonés vive a mi costa. ¿Qué quieres?
- Necesito hablar contigo
- ¿Cuál es el problema?
- Mira, compré en la tienda de Don Benjamín, ropa, zapatos, pero cuando le dije que era a plazo, me pidió un avalista
- ¿Quieres que te avale?
- Sí, japonés, tú eres mi amigo
- El japonés no es azúcar. No avala, ni loco
- Ayúdame, japonés
- ¿Y si no pagas?
- Pagaré, japonés
- ¿Pagarás todo el vencimiento?
- Sí
- Había prometido que avalaría, pero si usted viene a buscar, avala. Puedes estar seguro, si no pagas, te rompo la guitarra en la cabeza
- ¡Gracias, japonés!

Sampaio, mi gran amigo, comía en el mismo plato
Me hizo fiador para comprar ropa y zapatos
Compró todo para la familia en la tienda de Benjamín
Pero a la hora de pagar, la cuenta quedó para mí

El loro come maíz, el periquito se lleva la fama
Sampaio anda bien vestido, el japonés bailó en la plata
El desvergonzado embustero, no le importa la cuenta
Siempre Don Benjamín viene a tocar a mi puerta

- ¡El de la ropa roja, comprador! ¿Qué quiere aquí?
- Soy empleado de la tienda de Don Benjamín. Aquella de la que usted fue avalista de Sampaio
- ¿Sampaio no pagó?
- No, no pagó. Hace treinta días que no paga
- Está vencido, ¿y si no paga qué pasa?
- Si no paga, va a protesta
- ¿No protesta, el nombre del japonés queda manchado?
- Sí
- Entonces limpio el nombre. El japonés paga, pide disculpas. Le doy una patada a Sampaio en la cara. Yo pagaré, pero descuenta en el lomo de Sampaio

Ya no hay hombres de palabra como antes
Donde la palabra valía, hoy en día es diferente
Ni siquiera por mi hermano seré avalista
Quien quiera comprar, que vaya a la tienda y compre al contado

Escrita por: João Gonçalves / Teodoro