Misanthropia
Alguém me mostre como sorrir
Até parece uma conspiração para eu desistir
Não busco paz já sei que é utopia
Me tornar otimista até parece uma fantasia
Mais um copo de tristeza
Da agustia sinto gosto
Lágrimas de sangue
Percorrendo pelo rosto
Todo dia e tão igual
Tem um loop na rotina
Não avisto meus destroços
Mas me encontro na ruína
Se há alma neste corpo
Para mim é um mistério
Sou casado com amargura
Mas buscando um adultério
No chuveiro a água encontra
Meus piores pensamentos
Juro que busco um sentido
Mas me falta argumentos
Premio nobel da decepção
Eu devo estar cego pois não vejo a razão
É só desgraça não há o que faça
Meu problema e o ser humano sinto ódio dessa raça
Mas no sufoco me tornei louco
Me sinto desprezível como um rato do esgoto
Aumenta a dose só mais um pouco
Depressão que me ataca na minha cara me dá soco
É desse jeito viver é um defeito
Comprimidos na minha boca já nem fazem mais efeito
Desistência persistência não tenho resistência
Será que fica aqui não é a pior das minhas sentenças
Será que não é essa? A pior das minhas sentenças
A cada dia que se passa esse marque só alarga
É comum se o meu vazio fosse o deserto do Saara
Incessante isto que sinto corroendo-me por dentro
A dor e tão comum que já nem sei por que lamento
A verdade não existe mas o que custa eu sonhar?
Estou em um labirinto onde saída não há
Apague as luzes e não acenda mais
Felicidade enterrada alegria aqui jaz
Já não consigo mais esconder
Tô jogando a toalha
Está luta não irei vencer
Em nada mais consigo crer
É como uma epidemia
Que não dá para conter
Pareço inútil um incapaz
Alimento este monstro
Que cresce cada vez mais
Parei num beco que é sem saída
Minha mente tá cansada minha alma enfraquecida
Sou um soldado sem missão cumprida
Não sobraram mais pedaços da minha glória destruída
De euforia minha vida é desprovida
Eu preparo minha carta declarando a despedida
E nela escrevo com meu sangue
Vou usar a minha morte
Como o meu tranquilizante
Com seu toque congelante
Sei que será fascinante
Quero que ela me leve
Para um local bem distante
Como um xadrez quero um xeque-mate
Tenho as trevas como herança tô vendendo minha parte
Eu já tentei, juro que tentei!
Já caí diversas vezes, mas desta não levantei
Me deixe aqui, não se incomode
Já me encontro conformado
Me salvar ninguém mais pode
Sempre me aconselharam para tentar esquecer
Mas a dor sempre persegue não consigo mais correr
Não tem mais o que distraia, que consiga me entreter
Saturado de ilusões que sempre vão me aborrecer
E no final e sempre a mesma coisa
Eu só peço pra morrer
Misantrópia
Alguien muéstrame cómo sonreír
Parece una conspiración para que me rinda
No busco paz, sé que es utopía
Convertirme en optimista parece una fantasía
Otro vaso de tristeza
El sabor de la angustia lo siento
Lágrimas de sangre
Recorriendo mi rostro
Cada día es tan igual
Un bucle en la rutina
No veo mis destrozos
Pero me encuentro en la ruina
Si hay alma en este cuerpo
Para mí es un misterio
Estoy casado con la amargura
Pero buscando un adulterio
En la ducha el agua encuentra
Mis peores pensamientos
Juro que busco un sentido
Pero me faltan argumentos
Premio Nobel de la decepción
Debo estar ciego porque no veo la razón
Solo desgracia, no hay solución
Mi problema es el ser humano, siento odio de esta raza
Pero en la desesperación me volví loco
Me siento despreciable como una rata de alcantarilla
Aumenta la dosis solo un poco más
La depresión me golpea, me da un puñetazo en la cara
Así es vivir, un defecto
Pastillas en mi boca ya no tienen efecto
Rendirse, persistir, no tengo resistencia
¿Qué tal si me quedo aquí? No es la peor de mis sentencias
¿Qué tal si no es esta? La peor de mis sentencias
Cada día que pasa este vacío solo crece
Si mi vacío fuera el desierto del Sahara, sería común
Incesante, esto que siento me corroe por dentro
El dolor es tan común que ya ni sé por qué lamento
La verdad no existe, ¿pero qué cuesta soñar?
Estoy en un laberinto sin salida
Apaga las luces y no las enciendas más
La felicidad enterrada, la alegría yace aquí
Ya no puedo seguir escondiéndome
Estoy tirando la toalla
Esta lucha no la ganaré
Ya no puedo creer en nada más
Es como una epidemia
Que no se puede contener
Parezco inútil, un incapaz
Alimento a este monstruo
Que crece cada vez más
Me detuve en un callejón sin salida
Mi mente está cansada, mi alma debilitada
Soy un soldado sin misión cumplida
No quedan pedazos de mi gloria destruida
De euforia mi vida está desprovista
Preparo mi carta declarando la despedida
Y en ella escribo con mi sangre
Usaré mi muerte
Como mi tranquilizante
Con su toque congelante
Sé que será fascinante
Quiero que me lleve
A un lugar muy lejano
Como en ajedrez, quiero un jaque mate
Tengo la oscuridad como herencia, estoy vendiendo mi parte
Ya lo intenté, juro que lo intenté
He caído muchas veces, pero esta vez no me levanté
Déjame aquí, no te preocupes
Ya estoy resignado
Nadie más puede salvarme
Siempre me aconsejaron olvidar
Pero el dolor siempre me persigue, ya no puedo correr
No hay distracción, nada que me entretenga
Saturado de ilusiones que siempre me molestarán
Y al final siempre es lo mismo
Solo pido morir