Um grito
Tinha tantas coisas pra dizer, mas eu me calo
Eu não me conheço mais
Nem eu mesmo sei quem sou
Faço o que não quero
E o que quero eu não faço
Estou seguindo os passos
Dos pedaços que restou...oooh!
Ouço um grito, um tiro, alguém morre na esquina
Escolha, sorte ou sina
Armadilha desarmou
Outro grito rompe, despedaça as vidraças
Outra vida passa, outro sonho acabou
Estou sentado à porta do tempo esperando
Que alguém se compadeça, me ordene e volte a andar
Há trinta e oito anos estou no leito esperando
As águas se moverem, o meu anjo onde está?...onde está?
Me devoram a vida, desfaleço em sua frente
Indiferente ataca, me devora o coração
Adormecem em sonhos, os sonhos dos inocentes
mentes torpes frias, insensível coração....coração
A indiferença me assassina, sou uma vítima dessa guerra
Quando os maus governam a bandeira não tem cor
Tantas coisas pra dizer, também tenho os meus conflitos
Cada um seu próprio grito, cada um sonho, um sonhador
Un grito
Había tantas cosas que decir, pero me callo
Ya no me reconozco
Ni siquiera sé quién soy
Hago lo que no quiero
Y lo que quiero no lo hago
Sigo los pasos
De los pedazos que quedaron... ¡oh!
Escucho un grito, un disparo, alguien muere en la esquina
Elección, suerte o destino
La trampa se desarmó
Otro grito rompe, destroza las ventanas
Otra vida se va, otro sueño se acabó
Estoy sentado en la puerta del tiempo esperando
Que alguien se compadezca, me ordene y vuelva a caminar
Llevo treinta y ocho años en la cama esperando
Que las aguas se muevan, ¿dónde está mi ángel?... ¿dónde está?
Me devoran la vida, desfallezco frente a ti
Indiferente ataca, me devora el corazón
Se adormecen en sueños, los sueños de los inocentes
Mentes viles frías, corazón insensible.... corazón
La indiferencia me asesina, soy una víctima de esta guerra
Cuando los malos gobiernan, la bandera no tiene color
Tantas cosas por decir, también tengo mis conflictos
Cada uno con su propio grito, cada uno un sueño, un soñador
Escrita por: Ed. Alves