395px

¡Bendición!

Thiago Elniño

Bença!

Pedras, flechas, lanças, espadas e espelhos
Alcançar as paradas por qualquer meio necessário, tá ligado?
Você já deve ter ouvido falar disso em algum lugar

Eu peço a licença pro meu santo
Porque eu nunca fui santo
Eu peço licença pro meu santo
Porque eu nunca fui santo
Eu peço a bênção pro meu santo
Porque eu nunca fui santo
Eu peço licença pro meu santo
Porque eu nunca fui santo
Eu peço a bênção pro meu santo
Porque eu nunca fui santo
Eu nunca fui santo

Vim derrubar barreira, sem te jogar lama
O que eu tenho são pérolas pra compartilhar
Sinto o calor do ninho do urubu em chamas
Mas que por vingança, eu vim incinerar
O capitão do mato, o sr. Do engenho
Toda a casa grande e quem mais vier
E avisa a sinhazinha que a pele dela
Foge do que eu gosto em padrão de mulher
Cês não gostam de padronizar
Eu sou o tipo de preto padrão
Que não é por que rouba o coração das paty
Que a família delas vê como ladrão
No meu olho tu vê a ambição
De quem não aceita não viver em liberdade
No teu olho eu vejo o desejo de acorrentar preto
Ou então manter atrás das grades
Eu vim pra matar todos vocês
Se eu não falo de corpo, eu falo de alma
Ebó com as palavras, mandinga matreira
Pra quem escraviza, depois pede calma
Transformei trauma, amplifiquei voz
Busquei ser autônomo, hoje tô veloz
Compartilhei méritos, não estamos sós
Sou o rei dessa porra, então o rei somos nós

Eu peço a licença pro meu santo
Porque eu nunca fui santo
Eu peço licença pro meu santo
Porque eu nunca fui santo
Eu peço a bênção pro meu santo
Porque eu nunca fui santo
Eu peço licença pro meu santo
Porque eu nunca fui santo
Eu peço a bênção pro meu santo
Porque eu nunca fui santo
Eu nunca fui santo

É respeito ao ancestral
Papo de visão, tá ligado?
Saber quem você é
Se conectar com seu passado
E entender que o passado às vezes tá lá na frente
Você conhece quem atirou uma pedra hoje
E acertou no pássaro ontem

¡Bendición!

Piedras, flechas, lanzas, espadas y espejos
Alcanzar las metas por cualquier medio necesario, ¿entendido?
Seguro que has escuchado algo al respecto en algún lugar

Pido permiso a mi santo
Porque nunca fui santo
Pido permiso a mi santo
Porque nunca fui santo
Pido la bendición a mi santo
Porque nunca fui santo
Pido permiso a mi santo
Porque nunca fui santo
Pido la bendición a mi santo
Porque nunca fui santo
Nunca fui santo

Vine a derribar barreras, sin ensuciarte con lodo
Lo que tengo son perlas para compartir
Siento el calor del nido del buitre en llamas
Pero vine a incinerar no por venganza
Al capataz, al señor del ingenio
A toda la casa grande y a quien sea
Y avisa a la señorita que su piel
Huye de lo que me gusta en una mujer
No les gusta estandarizar
Soy el tipo de negro estándar
Que no es porque robe el corazón de las chicas
Que sus familias lo ven como ladrón
En mis ojos ves la ambición
De quien no acepta vivir sin libertad
En tus ojos veo el deseo de encadenar a los negros
O mantenerlos tras las rejas
Vine a matar a todos ustedes
Si no hablo de cuerpos, hablo de almas
Ebó con las palabras, truco astuto
Para aquellos que esclavizan y luego piden calma
Transformé el trauma, amplifiqué la voz
Busqué ser autónomo, hoy soy veloz
Compartí méritos, no estamos solos
Soy el rey de esta mierda, entonces el rey somos nosotros

Pido permiso a mi santo
Porque nunca fui santo
Pido permiso a mi santo
Porque nunca fui santo
Pido la bendición a mi santo
Porque nunca fui santo
Pido permiso a mi santo
Porque nunca fui santo
Pido la bendición a mi santo
Porque nunca fui santo
Nunca fui santo

Es respeto al ancestro
Hablando de visión, ¿entendido?
Saber quién eres
Conectarte con tu pasado
Y entender que a veces el pasado está adelante
Conoces a quien lanzó una piedra hoy
Y acertó al pájaro ayer

Escrita por: Thiago elnino