não pisa na bola
Não pisa na bola rapaz, se vacilar o cachimbo cai
Todos direito são iguais, não pisa na bola rapaz
Não pisa na bola que a coisa é seria
Direitos iguais elas por elas
Se você pensa, que eu não sou ninguém
Eu tenho o mesmo direito que você tem
Eu, não sou João ninguém não
Eu, não sou João ninguém
Eu, não sou João ninguém não
Também faço parte dessa geração
Não pisa na bola rapaz
Se vacilar o cachimbo cai
Todos direito são iguais
Não pisa na bola rapaz
Ainda acham que o pobre não tem valor
Na humildade no silencio vive um sonhador
Você que pensa que é dono de tudo está totalmente
Enganado eu também ajudei a construir aquele palácio
Todo confortável pra que tanto luxo e tão farta
Mesa na dor no clamor vivem os pobres coitados
Não pisa na bola rapaz...
Todo sangue e suor do povo derramado no alicerce
Desta nação os mais fracos estão desesperados
Com a cuia pedindo me da um tostão
Se vocês moram em suas mansões, não se importam
Com quem vive na favela a sua praça é um coração
A outra rua é uma viela coitada coitadinha dela.
Coitada da minha favela.
E tão pobrezinho o barraco dela.
Não tem piscina, não tem janela.
No pises el balón
No pises el balón, chico, si te descuidas se cae el cigarro
Todos los derechos son iguales, no pises el balón, chico
No pises el balón que la cosa es seria
Derechos iguales, uno por uno
Si piensas que no soy nadie
Tengo los mismos derechos que tú
Yo no soy Juan Nadie, no
Yo no soy Juan Nadie
Yo no soy Juan Nadie, no
También soy parte de esta generación
No pises el balón, chico
Si te descuidas se cae el cigarro
Todos los derechos son iguales
No pises el balón, chico
Todavía piensan que los pobres no tienen valor
En la humildad y el silencio vive un soñador
Tú que crees que lo tienes todo eres completamente
Engañado, yo también ayudé a construir ese palacio
Tan cómodo, ¿por qué tanto lujo y tanta
Mesa farta en el dolor, en el clamor viven los pobres desafortunados
No pises el balón, chico...
Toda la sangre y el sudor del pueblo derramado en los cimientos
De esta nación, los más débiles están desesperados
Con la taza pidiendo dame un centavo
Si ustedes viven en sus mansiones, no les importa
Quién vive en la favela, su plaza es un corazón
La otra calle es un callejón, pobre, pobrecita de ella
Pobre de mi favela
Y tan pobre la choza de ella
No tiene piscina, no tiene ventana