vulto
Tenho intimidade com a frustração
Pois o tempo se vai com as recordações
Se a memória é a trilha de volta ao que foi
De centenas de eventos eu lembro de dois
Como a vez que vocês aprenderam a andar
E a primeira mentira que me fez chorar
E por mais que eu force a memória a depor
Nem sempre ela fala, nem sempre depõe
Vocês nasceram e eu virei memória
Um vulto, uma sombra na história
E muito do que eu fiz e ainda faço
Se perderá no mar do esquecimento
Eu chorei quando os vi pela primeira vez
Meus filhos entendam: Amar é sofrer
E um dia eu não estarei mais com vocês
Mas nessa canção eu os encontrarei
Vocês nasceram e eu virei memória
Um vulto, uma sombra na história
E muito do que eu fiz e ainda faço
Já se perdeu no mar do esquecimento
Sombra
Tengo intimidad con la frustración
Porque el tiempo se va con los recuerdos
Si la memoria es el camino de regreso a lo que fue
De cientos de eventos, solo recuerdo dos
Como la vez que aprendieron a caminar
Y la primera mentira que me hizo llorar
Y por más que fuerce a la memoria a hablar
No siempre responde, no siempre se expresa
Ustedes nacieron y yo me volví memoria
Una sombra, un fantasma en la historia
Y mucho de lo que hice y aún hago
Se perderá en el mar del olvido
Lloré cuando los vi por primera vez
Mis hijos, entiendan: Amar es sufrir
Y un día ya no estaré más con ustedes
Pero en esta canción los volveré a encontrar
Ustedes nacieron y yo me volví memoria
Una sombra, un fantasma en la historia
Y mucho de lo que hice y aún hago
Ya se perdió en el mar del olvido
Escrita por: Tiago Arrais