Mineiro de Fibra
Num restaurante grã-fino
Um estranho ali entrou
Viajando com roupas sujas
Puxou a cadeira e sentou
E por não ser conhecido
No lugar onde chegou
Um sujeito engravatado
Veio sentar do seu lado
Com desprezo perguntou
Escute aqui meu senhor
De onde apareceu?
Eu quero saber seu nome
E lugar onde nasceu
O que você faz na vida
Explica o destino seu
Porque aqui neste recinto
Só entra freguês distinto
Não gente do tipo seu
Respondeu aquele estranho
Com a voz bem serenada
Eu venho do sul de Minas
Sou natural de Andradas
Já morei em Guaxupé
Mas já fiz poucas paradas
Tenho fazendas de gado
Hoje eu vivo sossegado
Na grande Poços de Caldas
Talvez não respondi tudo
O que o senhor quer saber
Meu nome é doutor Divino
Se quiser me conhecer
Sou formado em medicina
Mas não gosto de exercer
O gado me dá alegria
Por isso eu passo o dia
Sujo como o senhor vê
Só vejo agora contente
Da minha vida contar
Gostaria nesse instante
Com o proprietário falar
Vou comprar a propriedade
Em breve irei transformar
Um curral acolhedor
Pra gente igual o senhor
Poder aqui almoçar
Hombre de Fibra
En un restaurante elegante
Un extraño entró
Viajando con ropa sucia
Tiró de la silla y se sentó
Y al no ser conocido
En el lugar donde llegó
Un tipo en traje y corbata
Vino a sentarse a su lado
Con desdén preguntó
Escucha aquí, señor mío
¿De dónde has salido?
Quiero saber tu nombre
Y el lugar donde naciste
¿Qué haces en la vida?
Explica tu destino
Porque en este recinto
Solo entran clientes distinguidos
No gente como tú
Respondió aquel extraño
Con voz muy serena
Vengo del sur de Minas
Soy de Andradas
He vivido en Guaxupé
Pero he hecho pocas paradas
Tengo fincas de ganado
Hoy vivo tranquilo
En la gran Poços de Caldas
Quizás no respondí todo
Lo que usted quiere saber
Mi nombre es doctor Divino
Si quiere conocerme
Soy médico de profesión
Pero no ejerzo
El ganado me da alegría
Por eso paso el día
Sucio como usted ve
Solo veo ahora contento
Contar de mi vida
Me gustaría en este momento
Hablar con el dueño
Compraré la propiedad
Pronto la transformaré
Un corral acogedor
Para gente como usted
Poder almorzar aquí
Escrita por: Cabralzinho / Tião Campelo