395px

Hijo de la Libertad

Tião Carreiro e Pardinho

Filho da Liberdade

Minha casa é o mundo
Não tem porta e nem janela
É uma casa sem conforto, mesmo assim
Eu gosto dela

A parede é a serra,onde está dependurado
Um quadro da natureza,que por Deus foi desenhado
Meu tapete é a grama, tenho o céu como telhado
De dia tem sol que brilha, a noite céu estrelado
Bem distante do asfalto, vou vivendo sossegado

O perigo não me assusta, para trás não dou um passo
Duas feras mato a bala, uma só eu vou no braço
Pra ter paz tem que ter guerra, precisando guerra eu faço
Para o medo e a covardia eu não vou deixar espaço
Viva meu brasil amado, eu estou de sentinela
Sendo filho desta terra, morro lutando por ela

O conforto da cidade, é coisa que não me importa
Minha luz é Deus quem manda, quero ver quem é que corta
Eu sou igual um rochedo, onde a bala bate e volta
O punhal que tem dois cortes, batendo no peito entorta
Eu nunca fui empregado, eu mesmo sou meu patrão
Vivo alegre cantando nas veredas do sertão
Sou filho da liberdade que matou a escravidão

O perigo não me assusta, para trás não dou um passo
Duas feras mato a bala, uma só eu vou no braço
Pra ter paz tem que ter guerra, precisando guerra eu faço
Para o medo e a covardia eu não vou deixar espaço
Viva meu brasil amado, eu estou de sentinela
Sendo filho desta terra, morro lutando por ela

Hijo de la Libertad

Mi hogar es el mundo
Sin puertas ni ventanas
Es una casa sin comodidades, aún así
Me gusta

La pared es la montaña, donde cuelga
Un cuadro de la naturaleza, que Dios dibujó
Mi alfombra es el pasto, tengo el cielo como techo
De día brilla el sol, de noche el cielo estrellado
Lejos del asfalto, vivo tranquilo

El peligro no me asusta, no doy un paso atrás
Dos bestias mato a balazos, a una sola voy mano a mano
Para tener paz hay que tener guerra, si hace falta guerra la hago
No dejaré espacio para el miedo y la cobardía
Viva mi Brasil amado, estoy de guardia
Siendo hijo de esta tierra, muero luchando por ella

El confort de la ciudad, no me importa
Mi luz la manda Dios, quiero ver quién se atreve
Soy como una roca, donde la bala rebota
El cuchillo con dos filos, al golpear el pecho se dobla
Nunca fui empleado, yo mismo soy mi jefe
Vivo alegre cantando en los caminos del sertón
Soy hijo de la libertad que mató la esclavitud

El peligro no me asusta, no doy un paso atrás
Dos bestias mato a balazos, a una sola voy mano a mano
Para tener paz hay que tener guerra, si hace falta guerra la hago
No dejaré espacio para el miedo y la cobardía
Viva mi Brasil amado, estoy de guardia
Siendo hijo de esta tierra, muero luchando por ella

Escrita por: Lourival dos Santos / Tião Carreiro