Trapuá
Trapuá a serra, trapuá da terra
Trapuá do barro, trapuádo jarro
Trapuá do ingein, trapuá de tracunhaém
Do povo que pega, modela domina
O barro transforma, adorna destina
A tinta vermelha, a formiga a panela
A lenha no forno, o contorno pincela
Quartinha, tigela o oleiro calcina
Trapuá abriga, trapuá cantiga
Trapuá acolha, trapuá das folhas
Trapuá além, trapuá de tracunhaém
A estima o sossego, o caminho revela
A visão de outros dias, do altar da capela
Guardar no miolo, a seiva evidência
Da luta, da arte, da sobrevivência
A mais bela essência a história congela
O homem forte e são, que extrai do chão
Com a força das mãos, bela criação
Flores, galhos e frutos, tudo interligado
Ouve-se o sussurro quando o vento é soprado
Com a primeira luz, o mundo se alumeia
Lá dentro da mata o arvoredo sombreia
Não se incendeia o que é sagrado
Trapuá
Trapuá a serra, trapuá de la tierra
Trapuá del barro, trapuá del jarro
Trapuá del ingenio, trapuá de tracunhaém
Del pueblo que agarra, modela domina
El barro transforma, adorna destina
La tinta roja, la hormiga la olla
La leña en el horno, el contorno pincela
Jarrita, tazón el alfarero calcina
Trapuá abriga, trapuá canción
Trapuá acoge, trapuá de las hojas
Trapuá más allá, trapuá de tracunhaém
El aprecio la tranquilidad, el camino revela
La visión de otros días, del altar de la capilla
Guardar en el centro, la savia evidencia
De la lucha, del arte, de la supervivencia
La más bella esencia la historia congela
El hombre fuerte y sano, que extrae del suelo
Con la fuerza de las manos, bella creación
Flores, ramas y frutos, todo interconectado
Se escucha el susurro cuando el viento es soplado
Con la primera luz, el mundo se ilumina
Allá dentro del bosque la arboleda sombrea
No se incendia lo que es sagrado
Escrita por: João Paulo Rosa