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Propio Canto

Tiregrito

Próprio Canto

Sábado à noite ouvindo numa K7
Que eu gravei na FM
Uma do Led outra do Guns
No outro dia, batata pra maionese
E alguém ouvindo Teixerinha num domingo de manhã

Eu sempre tentei ser um pouco diferente
Juntando as referências, tradição e coisa e tal
Não sei das quantas, muitos não acreditavam
E de tantos que perdi para uma grande capital

Eu vou cantar
Quem não ouve o próprio canto
Tá perto do fim
Eu vou tocar
Esse rock com vaneira da terra que eu vim

O sul de todos nós
Só é sul se junto a todos
Será então, não seriamos norte
Entrego a vocês esse engodo

Não sei nada dessa vida
Mas ela me cobra até os fiapo da cara
Um trago amargo da verdade
Caiu a ficha, tamo no meio da farra

Eram dias de incerteza, sempre soube que a pressa
Nunca foi minha razão
Simplicidade de uma vida bem cevada
Em dias frios a água é quente
Não se estraga um chimarrão

Eu vou cantar
Quem não ouve o próprio canto
Tá perto do fim
Eu vou tocar
Esse rock com vaneira da terra que eu vim

Eu vou cantar
Quem não ouve o próprio canto
Tá perto do fim
Eu vou tocar
Esse rock com vaneira da terra que eu vim

Propio Canto

Sábado por la noche escuchando en un casete
Que grabé en la FM
Una de Led otra de Guns
Al día siguiente, papas para la mayonesa
Y alguien escuchando a Teixerinha un domingo por la mañana

Siempre intenté ser un poco diferente
Juntando las referencias, tradición y demás
No sé cuántos, muchos no creían
Y de tantos que perdí para una gran capital

Voy a cantar
Quien no escucha su propio canto
Está cerca del fin
Voy a tocar
Este rock con vaneira de la tierra de donde vengo

El sur de todos nosotros
Solo es sur si estamos juntos todos
Será entonces, no seríamos norte
Les entrego este engaño

No sé nada de esta vida
Pero ella me cobra hasta los restos de la cara
Un trago amargo de la verdad
Cayó la ficha, estamos en medio de la fiesta

Eran días de incertidumbre, siempre supe que la prisa
Nunca fue mi razón
Simplicidad de una vida bien cevada
En días fríos el agua es caliente
No se arruina un mate

Voy a cantar
Quien no escucha su propio canto
Está cerca del fin
Voy a tocar
Este rock con vaneira de la tierra de donde vengo

Voy a cantar
Quien no escucha su propio canto
Está cerca del fin
Voy a tocar
Este rock con vaneira de la tierra de donde vengo

Escrita por: Felipe Saggin / Marco Antonio Tesser Pereira / Vinícius Teixeira Urbano