Claro Credo (part. Chico César)
Claro que eu entendo
Que devemos ser mais tolerantes que os intolerantes
Mas no mais não podemos ignorar
Os ignorantes
Ou deixar de protestar contra os protestantes que incendeiam terreiros-templos
Matam mães ou pais de santos
E condenam os tambores e também os nossos cantos
Eles gemem e elegem narcotraficantes
Claro que eu escuto
Claro que eu escuto
A gente surda ao nosso pranto
Claro que eu escuto
Claro que eu escudo
Claro que eu escuro
Credo!
Claro que eu escuto
Claro que eu escudo
Claro que eu escuro
Credo!
Claro que eu tô puto com esse ar de luto
De juízes e procuradores debutantes
Astutos que se fazem sem juízo
Com os ternos cortados iguais, os replicantes
Antes fossem putas ou bacantes
Mas apenas fungam e rosnam e vituperam
Positivo-operantes
Positivo-operantes
Claro que eu luto e me junto às lutas mil
De quem nem pensou ser militante
O tempo é tão vil, quem não via viu
E quem não quer ver, puta que o pariu
O olho de vidro caiu
E o caolho é bobo da corte
E gado de corte e pensa ser rei
É rês, é rês, é rês
Se liga vida de gado
O engodo é uma moeda de três centavos
Com a cara da serpente do fascismo do outro lado
E eu escuto a metralha da metranca
E dos coturnos o som do sapateado
Quem escuta meu xaxado?
Claro que eu escuto
Claro que eu escudo
Claro que eu escuro
Credo!
Claro que eu escuto
Claro que eu escudo
Claro que eu escuro
Credo!
Claro Credo (part. Chico César)
Claro que entiendo
Que debemos ser más tolerantes que los intolerantes
Pero no podemos ignorar
A los ignorantes
O dejar de protestar contra los protestantes que incendian templos
Matan a madres o padres de santos
Y condenan los tambores y también nuestros cantos
Ellos gimen y eligen narcotraficantes
Claro que escucho
Claro que escucho
Nosotros sordos a nuestro llanto
Claro que escucho
Claro que escudo
Claro que oscurece
¡Credo!
Claro que escucho
Claro que escudo
Claro que oscurece
¡Credo!
Claro que estoy enojado con este aire de luto
De jueces y fiscales debutantes
Astutos que se hacen sin juicio
Con trajes cortados iguales, los replicantes
Antes fueran putas o bacantes
Pero solo huelen y gruñen y vituperan
Positivo-operantes
Positivo-operantes
Claro que lucho y me uno a las mil luchas
De quienes ni pensaron ser militantes
El tiempo es tan vil, quien no veía vio
Y quien no quiere ver, que lo parió una perra
El ojo de vidrio cayó
Y el tuerto es el bobo de la corte
Y ganado de corte y piensa ser rey
Es res, es res, es res
Ponte las pilas vida de ganado
El engaño es una moneda de tres centavos
Con la cara de la serpiente del fascismo del otro lado
Y escucho la metralleta de la metranca
Y de las botas el sonido del zapateo
¿Quién escucha mi xaxado?
Claro que escucho
Claro que escudo
Claro que oscurece
¡Credo!
Claro que escucho
Claro que escudo
Claro que oscurece
¡Credo!
Escrita por: Chico César, Tó Brandileone