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Sarajevo dos Palmares

Tocaia da Paraíba

Sarajevo dos Palmares

Se os curumins da Bósnia
Resolverem invadir nosso jardim
E cometerem flores
Que jamais ousamos flores de alfenim
E se criarem rios deste sangue negro
Negro igual a mim
Verão Zumbi guerreando
Guerras que sabemos, não tiveram fim
Se somos Diolinda, Márcio e Anastácio
E convocamos braços, trapos, corpos de cetim
Cetim
Cordéis e violeiros - os nossos guerreiros
Violarão o dia e a noite desigual
Invadiremos terras e plantaremos vida
Até pra aquelas bandas do Curimatau Oriental
E todos com bandeiras teses guerrilheiras
Permearão no mundo todas as fronteiras
Repartirão o trigo: frases verdadeiras
E beberão dos vinhos
Vinhas brasileiras

Sarajevo dos Palmares

Si los niños de Bosnia
Deciden invadir nuestro jardín
Y cometer flores
Que nunca nos atrevimos a flores de alfenique
Y si crean ríos de esta sangre negra
Negra como yo
Verán a Zumbi luchando
Guerras que sabemos, no tuvieron fin
Si somos Diolinda, Márcio y Anastácio
Y convocamos brazos, trapos, cuerpos de satén
Satén
Cordeleros y trovadores - nuestros guerreros
Violentarán el día y la noche desigual
Invadiremos tierras y plantaremos vida
Hasta por aquellos lados del Curimatau Oriental
Y todos con banderas, tesis guerrilleras
Permeando en el mundo todas las fronteras
Repartirán el trigo: frases verdaderas
Y beberán de los vinos
Viñas brasileñas

Escrita por: Erivan Araujo / Lau Siqueira