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Hijos del cangaço

Ton Oliveira

Filhos do cangaço

Um Virgulino tão temido e tão valente
Matando gente foi herói e foi vilão
Um futurista de um passado tão presente
Plantou semente do cangaço pelo chão
Nasceram frutos dessa pátria cangaceira
E a nossa casa transformou-se em cativeiro
Aeronave viajando sem piloto
Feito rato de esgoto vive o povo brasileiro
Escravisado sem direito sem razão
Esperando abolição num país de cangaceiro
E a cada instante tem um lampião agindo
Ou coagindo na disputa do poder
No gabinete, na favela, em nossa rua
O cangaço continua só a gente que não quer ver
Tem lampião demais nessa cidade
Tem lampião demais nesse país
Meu Deus com tanta violência
Como é que a gente pode ser feliz
Um assalto em cada esquina
Um seqüestro a cada dia
Bombardeio de fuzil
Transformado em imposto e carestia
Carnaval e futebol
É peneira pro sol da hipocrisia

Hijos del cangaço

Un Virgulino tan temido y valiente
Matando gente fue héroe y villano
Un futurista de un pasado tan presente
Sembró la semilla del cangaço en el suelo
Nacieron frutos de esta tierra cangaceira
Y nuestra casa se convirtió en cautiverio
Aeronave viajando sin piloto
Como rata de alcantarilla vive el pueblo brasileño
Esclavizado sin derecho sin razón
Esperando abolición en un país de cangaceiro
Y en cada instante hay un lampião actuando
O coaccionando en la disputa del poder
En el gabinete, en la favela, en nuestra calle
El cangaço continúa, solo que la gente no quiere ver
Hay demasiados lampião en esta ciudad
Hay demasiados lampião en este país
Dios mío, con tanta violencia
¿Cómo podemos ser felices?
Un asalto en cada esquina
Un secuestro cada día
Bombardeo de fusil
Convertido en impuestos y carestía
Carnaval y fútbol
Son un filtro para el sol de la hipocresía

Escrita por: Petrucio Amorim / Ton Oliveira