Pé da Letra
Viajei de madrugada na minha besta Bainha
Foi numa festa de reis na Fazenda Alagoinha
Pertinho de Porto Alegre, eu cheguei lá de tardinha
Fazendeiro Zé Valente, famia da gente minha
Larguei a mula no pasto depois de dar um repasso
Dei uma volta na sala, soltei meu peito de aço
Vi uma morena trigueira fiz um verso no embaraço
Quando repiquei a viola ela caiu no meu braço
Eu falei em casamento me respondeu com frieza
Não me caso com violeiro, eu tenho grande riqueza
Sou a rainha do gado, sou rica por natureza
Só gostei da sua viola, desculpe a minha franqueza
Respondi no pé da letra, sou lá de Minas Gerais
Tenho garimpo e diamante, sou um grande industriai
Sou dono de muitas terra, crio boiada em Goiai
Eu compro sua fazenda e todo seu credenciai
O povo bateram palma, é isso mesmo rapai!
Ela perguntou meu nome, eu só dei as iniciai
Ela me abraçou chorando apresentando seus pai
O prazo do casamento, violeiro é você quem faz
Pie de Letra
Viajé de madrugada en mi bestia, la Baina
Fue en una fiesta de reyes en la Hacienda Alagoinha
Cerca de Porto Alegre, llegué ahí al atardecer
El hacendado Zé Valente, familia de la mía
Solté la mula en el pasto después de dar un repaso
Di una vuelta en la sala, solté mi pecho de acero
Vi a una morena trigueña, hice un verso en el apuro
Cuando toqué la guitarra, ella cayó en mi abrazo
Hablé de matrimonio, me respondió con frialdad
No me caso con un guitarrista, tengo gran riqueza
Soy la reina del ganado, rica por naturaleza
Solo me gustó tu guitarra, disculpa mi franqueza
Respondí al pie de la letra, soy de Minas Gerais
Tengo mina y diamantes, soy un gran industrial
Soy dueño de muchas tierras, crío ganado en Goiás
Compro tu hacienda y todo tu crédito
La gente aplaudió, ¡eso es, compadre!
Ella preguntó mi nombre, solo di las iniciales
Ella me abrazó llorando, presentando a sus padres
El plazo del matrimonio, guitarrista, tú lo haces
Escrita por: Tonico, Tinoco, Augusto Altran, Augusto Autran