Carreiro Triste ou Boiadeiro Triste
De quebrada em quebrada, o boiadeiro vem
recordando a boiada, na poeira da estrada,
saudade de alguém.
O boiadeiro triste sofre como ninguém.
Um passado distante, no são do berrante
chora também.
E guarda por lembrança, ai, do tempo de peão,
companheiro saudoso, a pala de pouso,
o laço e gibão.
E hoje a boiada viaja de caminhão.
E o triste carreiro, peão de boiadeiro,
não tem profissão.
Ó boiadeiro triste, o mundo é memo assim.
A nossa vida passa, é como fumaça,
e tudo tem fim.
Carreiro Triste o Vaquero Triste
De quebrada en quebrada, el vaquero viene
recordando la manada, en el polvo del camino,
nostalgia de alguien.
El vaquero triste sufre como nadie.
Un pasado lejano, en el sonido del cuerno,
también llora.
Y guarda como recuerdo, ay, del tiempo de peón,
compañero añorado, la manta de descanso,
el lazo y el chaleco.
Y hoy la manada viaja en camión.
Y el triste carreiro, peón de vaquero,
no tiene profesión.
Oh vaquero triste, el mundo es así.
Nuestra vida pasa, es como humo,
y todo tiene fin.
Escrita por: Bolinha / Tonico