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Viejo Gaucho

Tonico e Tinoco

Gaúcho Velho

A minha história é muito curta minha gente
Em poucos versos conto tudo que se passa
Mas é preciso que se saiba unicamente
Que não há nada que eu queira fazer, não faça.

Ai, Rio Grande,
Quanta saudade que eu tenho do meu rincão
Ai, Rio grande,
Essa saudade amarga mais que o chimarrão.

Fui convidado prá tocar minha sanfona
Numa festança lá prá banda da Faxina -
Foi lá então que eu conheci uma certa dona
Juro por Deus que era linda aquela china.

Gaúcho velho como eu criada a bruta
Que não se enleia na maneia do amor
Não sei porque que o coração deste batuta
Caiu no pealo desse anjo encantador.

Lá pelas tantas encilhei meu alazão
De légua em légua eu fazia upa-upa,
Enquanto a turma churrasqueava no galpão,
Eu levantei aquela china na garupa.

Viejo Gaucho

Mi historia es muy corta, mi gente
En pocos versos cuento todo lo que sucede
Pero es necesario que se sepa únicamente
Que no hay nada que quiera hacer y no haga.

Ay, Río Grande,
Cuánta nostalgia tengo de mi terruño
Ay, Río Grande,
Esta nostalgia amarga más que el mate.

Me invitaron a tocar mi acordeón
En una fiesta por allá en la banda de la Faxina
Fue allí donde conocí a una cierta dama
Juro por Dios que era hermosa esa mujer.

Gaucho viejo como yo criado a la brava
Que no se enreda en las trampas del amor
No sé por qué el corazón de este tipo
Cayó rendido ante ese encantador ángel.

A cierta hora ensillé mi corcel
De legua en legua cabalgaba,
Mientras la gente asaba carne en el galpón,
Yo subí a esa mujer en la grupa.

Escrita por: Herivelto Martins, Pedro de Almeida