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João Boiadeiro

Tonico e Tinoco

João Boiadeiro

Meu pai rei dos boiadeiros
Vendia gado e comprava
Eu bem desde pequenino
Nas viagens me levava
Idade de 15 anos
A dura lida enfrentava
Meu baio se adivertia
Quando a boiada estourava.

Pra deixar de boiadeiro
Por mamãe fui obrigado
Eu quero ver o meu filho
Um grande homem estudado
Que tristeza para mim
Num colégio internado
larguei mão dos meus estudos
E voltei lidá com gado.

Me chamo João Boiadeiro
Sou caboclo arrespeitado
Pelo toque do berrante
Eu já sei que estou magoado
Disfarço na minha viola
Meu coração machucado
Recordando da morena
Que ficou lá noutro Estado.

Trinta anos boiadeiro
Essa lida não me cansa
Leitura dá pro meu gasto
Assino cheque de fiança
Já comprei muitas fazendas
Tenho meus peão de confiança
Minha cabocla me alegra
Recordando a nossa infância.

Homenagem ao amigo João Rigueto, grande boiadeiro de Bauru.

João Boiadeiro

Mi padre, rey de los vaqueros
Vendía ganado y compraba
Desde pequeño
Me llevaba en los viajes
A los 15 años
Enfrentaba el duro trabajo
Mi caballo se alertaba
Cuando el ganado se desbocaba.

Para dejar de ser vaquero
Por mi madre fui obligado
Quiero ver a mi hijo
Convertirse en un hombre educado
Qué tristeza para mí
Internado en un colegio
Dejé de lado mis estudios
Y volví a trabajar con el ganado.

Me llamo João Boiadeiro
Soy un caboclo respetado
Por el sonido del clarín
Ya sé que estoy herido
Disimulo con mi guitarra
Mi corazón herido
Recordando a la morena
Que se quedó en otro Estado.

Treinta años de vaquero
Este trabajo no me cansa
La lectura me alcanza
Firmo cheques de fianza
He comprado muchas fincas
Tengo peones de confianza
Mi mujer cabocla me alegra
Recordando nuestra infancia.

Homenaje al amigo João Rigueto, gran vaquero de Bauru.

Escrita por: Tinoco, Pedro Capeche, Francisco Perez